quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Movimento feminista e o aborto na América Latina: a soberania do corpo das mulheres frente o capitalismo


*Por Maria Fernanda Marcelino e Sarah Luiza, direto do Chile.

Atividade AbortoAtendendo ao chamado da Marcha Mundial do Chile, no dia 25 de janeiro, e reunidas na Cumbre de los Pueblos 2013, em Santiago do Chile, realizamos um debate sobre “Movimento feminista e o aborto na América Latina: a soberania do corpo das mulheres frente o capitalismo” com a participação de mulheres que compartilharam as experiências na luta pela descriminalização e legalização do aborto na América Latina. Participaram da mesa representantes do Brasil, Chile, Argentina, com a contribuição do secretariado internacional da MMM sobre o contexto vivido pelas mulheres da Europa.
Estiveram na atividade cerca de 70 pessoas, mais de 90% mulheres e um grande número de jovens de países como Brasil, Argentina, Bolívia, Peru, Paraguai, Cuba, México, França, Suécia e Chile interessadas em entender o contexto do aborto em outros países e debater como o patriarcado se expressa no controle do corpo das mulheres latino-americanas, europeias e caribenhas.
A utilização dos corpos das mulheres e de sua sexualidade para a reprodução da vida e a manutenção do capitalismo tem sido um dos pilares que sustentam o sistema: com baixos custos, explora nossa força de trabalho e nossa criatividade, cobrando-nos o cuidado com todas e todos, em nome de uma abnegação “voluntaria” resultante da ideia da obrigatoriedade da maternidade. “Queremos somente poder dizer sim ou não a gravidez”, dissemos em nosso debate. A partir da discussão sobre nossa identidade como feministas, e da essência de nossa luta esta no questionamento das imposições sociais às mulheres, afirmamos a importância da luta contra a criminalização e pela legalização do aborto.
A partir das apresentações, constatamos que todas nós, de regiões tão diversas, estamos travando uma mesma luta, em um movimento contra a onda conservadora que ataca diretamente a nossa vida. Para as mulheres da América Latina a batalha está em torno da conquista e ampliação de direitos, enquanto na Europa o esforço está na manutenção de direitos já conquistados.
Outro aspecto comum foi ver a ousadia de grupos militantes que lutam para que todas tenham autonomia sobre seus corpos e suas vidas. As ações são inspiradoras!
Uma companheira da Argentina, militante da Marcha e da CTA – Central de Trabalhadores e Trabalhadoras da Argentina, nos relatou a luta que elas têm travado nos últimos 2 anos através da “Campana nacional por el derecho al aborto legal, seguro e gratuito”, que está composta por mais de 200 organizações . O aborto, no pais, não é punível apenas nos casos onde as mulheres são violentadas, como diz o Código Penal.
No ano passado realizaram duas grandes ações: uma no Dia Internacional de Luta das Mulheres, o 8 de março, onde articularam a luta pela legalização do aborto e a luta contra a privatização do trabalho e a igualdade salário. Em abril, organizaram uma mobilização com a participação de mais de 15 mil mulheres, cobrando do congresso que debatesse o projeto de lei, apresentado pela campanha, de interrupção voluntário da gravidez. Essa ação tornou público o debate, ocupando muito espaço nos meios de comunicação e contribuindo para o crescimento da articulação dos movimentos mulheres argentinas.
Já os relatos das militantes do Chile nos mostraram como vivem em um contexto de extremo conservadorismo, onde o aborto é crime em qualquer circunstância. Mesmo assim o movimento feminista tem uma ação audaciosa: mantêm uma linha telefônica que tem como objetivo informar aquelas que as procuram informações sobre o uso do misoprostol para a interrupção de uma gestação indesejada. As tentativas de encerrar a linha são inúmeras, mas elas continuam atuando. A proposta “Linha Aborto” teve seu início na Argentina e hoje há também, além de no Chile, no Uruguai.
Enfim, nos alegrou a presença uma companheira cubana, que mesmo vindo de um país onde as mulheres já têm conquistado o direito ao aborto há muitos anos, mostrou sua solidariedade afirmando que continuam em luta para que o direito ao aborto legal e seguro chegue às mulheres de todos os povos. “Se há uma mulher que sofre, isso também é um assunto de nós, cubanas”. E de todas nós, completamos!
*Sarah Luiza (CE) e Maria Fernanda Marcelino (SP) são militantes da Marcha Mundial das Mulheres no Brasil.

fonte: http://marchamulheres.wordpress.com/2013/01/28/movimento-feminista-e-o-aborto-na-america-latina-a-soberania-do-corpo-das-mulheres-frente-o-capitalismo-nossas-impressoes/


Movimento feminista e o aborto na América Latina: a soberania do corpo das mulheres frente o capitalismo

Um comentário:

  1. A meGaLOBO RACISMO? A violência do preconceito racial no Brasil personagem (Uma negra degradada pedinte com imagem horrenda destorcida e bosalizada é a Adelaide do Programa Zorra Total, Rede Globo do ator Rodrigo Sant’Anna? Ele para a Globo e aos judeus é engraçado, mas é desgraça para nós negros afros indígenas descendentes, se nossas crianças não tivessem sendo chamadas de Adelaidinha ou filha, neta e sobrinha da ADELAIDE no pior dos sentidos, é BULLIYING infeliz e cruel criado nos laboratórios racistas do PROJAC (abrev. de Projeto Jacarepaguá, como é conhecida a Central Globo de Produção) é o centro de produção da Rede Globo que é dominado pelos judeus Arnaldo Jabor, Luciano Huck,Tiago Leifert, Pedro Bial, William Waack, William Bonner, Mônica Waldvogel, Sandra Annenberg Wolf Maya, Daniel Filho e o poderoso Ali Kamel diretor chefe responsável e autor do livro Best seller o manual segregador (A Bíblia do racismo,que ironicamente tem por titulo NÃO SOMOS RACISTA baseado e num monte de inverdades e teses racistas contra os negros afro-decendentes brasileiros) E por Maurício Sherman Nisenbaum(que Grande Otelo, Jamelão e Luis Carlos da Vila chamavam o de racista porque este e o Judeu racista Adolfo Block dono Manchete discriminavam os negros)responsável dirige o humorístico Zorra Total Foi o responsável pela criação do programa e dos programas infantis apresentados por Xuxa e Angélica, apresentadoras descobertas e lançadas por ele no seu pré-conceitos de padrão de beleza e qualidade da Manchete TV dominada por judeus,este BULLIYING NEGLIGENTE PERVERSO que nem ADOLF HITLER fez aos judeus mas os judeusionistas da TV GLOBO faz para a população negra afro-descendente brasileira isto ocorre em todo lugar do Brasil para nós não tem graça, esta desgraça de Humor,que humilha crianças é desumano para qualquer sexo, cor, raça, religião, nacionalidade etc.o pior de tudo esta degradação racista constrangedora cruel é patrocinada e apoiada por o Sr Ali KAMEL (marido da judia Patrícia Kogut jornalista do GLOBO que liderou dezenas de judeus artistas intelectuais e empresários dos 113 nomes(Contra as contra raciais) com o Senador DemóstenesTorres que foi cassado por corrupção) TV Globo esta mesma que fez anuncio constante do programa (27ª C.E. arrecada mais de R$ 10,milhões reais de CENTARROS para esmola da farsa e iludir enganando escondendo a divida ao BNDES de mais de 3 bilhões dollares dinheiro publico do Brasil ) que tem com o título ‘A Esperança é o que nos Move’, o show do “Criança Esperança” de 2012 celebrará a formação da identidade brasileira a partir da mistura de diferentes etnias) e comete o Genocídio racista imoral contra a maior parte do povo brasileiro é lamentável que os judeus se divirtam com humor e debochem do verdadeiro holocausto afro-indigena brasileiro é lamentavel que o Judeu Sergio Groisman em seu Programa Altas Horas e assim no Programa Encontro com a judia Fátima Bernardes riem e se divertem. (A atriz judia Samantha Schmütz em papel de criança no apoteótico deste estereótipo desleal e cruel se amedronta diante aquela mulher extremem ente feia) para nós negros afros brasileiros a Rede GLOBO promove incentivo preconceito raciais que humilha e choca o povo brasileiro.Taryk Al Jamahiriya. Afro-indigena brasileira da Organização Negra Nacional Quilombo – ONNQ 20/11/1970 – REQBRA Revolução Quilombolivariana do Brasil quilombonnq@bol.com.br

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