domingo, 30 de março de 2014
Para ONU, internação compulsória deve ser considerada tortura
O relator especial da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre tortura, Juan. E. Méndez, apresentou ao Conselho de Direitos Humanos um relatório que propõe um debate internacional sobre os abusos em cuidados de saúde. Segundo ele, tais abusos podem ultrapassar o limiar de maus tratos e assim, tornarem-se equivalentes à tortura ou a tratamentos cruéis, desumanos ou degradantes. Por isso, alegou que os chamados centros de tratamento de drogas ou centros de ‘reeducação através do trabalho’, podem se tornar locais para a prática da tortura e de maus-tratos, além de serem em muitos casos, instituições controladas por forças militares ou paramilitares, forças policiais ou de segurança, ou ainda empresas privadas. Saiba mais.
Nós fazemos parte dos 35% dos brasileiros que acreditam que mulheres não merecem ser estupradas por causa da roupa que usam #NinguémMerece
Nós fazemos parte dos 35% dos brasileiros que acreditam que mulheres não merecem ser estupradas por causa da roupa que usam #NinguémMerece
Somos a favor do respeito. E você? http://huff.to/1g7i6Vp
Ipea: para 65%, mulher de roupa curta merece ser atacada
http://bit.ly/1rGRgwq - Clique e leia mais sobre a pesquisa que apontou opiniões do brasileiro em geral sobre machismo e comportamento feminino.
Qual a sua posição sobre o assunto? Leia e compartilhe!
Veja a matéria completa aqui: http://bit.ly/1rGRgwq
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Violência contra a Mulher: Não mate o direito de ser feliz
Por Luciana Santos,
Neste mês de março, que já está chegando ao fim, realizamos uma verdadeira maratona pelo estado de Pernambuco conversando com as pessoas, nos mais diferentes lugares e Instituições, sobre os direitos das mulheres e a necessidade imperiosa de darmos um basta à violência contra a mulher. Quase chegando ao fim do nosso roteiro de 65 atividades pela desconstrução da cultura do machismo recebo o resultado da pesquisa divulgada nesta quinta-feira (27) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
De acordo com o estudo 58,5% dos entrevistados concordam totalmente (35,3%) ou parcialmente (23,2%) com a frase “Se as mulheres soubessem como se comportar, haveria menos estupros”. O levantamento diz ainda que 65,1% concordam inteiramente (42,7%) ou parcialmente (22,4%) com a frase “Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”. É chocante! Em que mundo uma pessoa pode achar que outra MERECE ser estuprada por qualquer que seja a razão?!
ANISTIA INTERNACIONAL: MEU CORPO, MEUS DIREITOS
Os dados levantados pela Anistia Internacional mostram a fragilidade dos direitos sexuais e reprodutivos, sobretudo para grupos sociais mais vulneráveis. Cerca de 215 milhões de mulheres não têm acesso a métodos anticoncepcionais, 150 milhões com menos de 18 anos já sofreram abuso sexuais e 142 milhões estão em risco de casarem crianças até o fim desta década
Leia AQUI
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terça-feira, 25 de março de 2014
21/03 – Governo Federal lança 4ª Edição do Prêmio Margarida Alves
Governo Federal lança 4ª Edição do Prêmio Margarida Alves
Prêmio homenageia Margarida Alves, dirigente sindical que, após 12 anos no Sindicato Rural de Alagoa Grande (PB), rompeu com padrões tradicionais de gênero e acabou sendo brutalmente assassinada. Saiba mais:http://goo.gl/2R6HIY
UNIDADE MÓVEL PARA ATENDER MULHERES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA COMEÇA A CIRCULAR EM ABRIL
C. G. de Saúde Vila Maria/Guilherme: UNIDADE MÓVEL PARA ATENDER MULHERES EM SITUAÇÃO DE...: U Ônibus recebido nesta segunda-feira (24) pela Prefeitura faz parte das ações do programa "Mulher, Viver sem Violên...
SÃO PAULO RECEBE UNIDADE MÓVEL PARA ATENDER MULHERES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA
C. G. de Saúde Vila Maria/Guilherme: SÃO PAULO RECEBE UNIDADE MÓVEL PARA ATENDER MULHER...: Unidade móvel faz parte das ações do programa "Mulher, Viver sem Violência”, do Governo Federal, e circulará em todas as r...
domingo, 23 de março de 2014
Relatórios sobre prostituição são lançados no Brasil
Os resultados de uma pesquisa que analisa o contexto brasileiro atual de políticas públicas relativas a prostituição e direitos humanos, realizada pela ABIA em parceria com a ONG DAVIDA e o Instituto Oswaldo Cruz, e o relatório global da Global Alliance against Trafficking in Women (GAATW) sobre o tema do tráfico de pessoas nos grandes eventos esportivos foram disponibilizados online pelo Observatório de Políticas de Prostituição, uma iniciativa conjunta da ABIA, DAVIDA e do Observatório de Prostituição do LeMetro/UFRJ.
A pesquisa “Análise do Contexto de Prostituição em Relação a Direitos Humanos, Trabalho, Cultura e Saúde no Brasil” está organizado em dois eixos. O primeiro traz um panorama das políticas internacionais relacionadas à prostituição, direitos humanos e HIV, partindo da premissa que os debates nacionais sobre o tema refletem, desde sempre dinâmicas transnacionais. Nos anos 2000, em particular, por efeito da adoção e ratificação de normas internacionais como o Protocolo Opcional da Convenção de Crimes Transnacionais para Erradicar, Prevenir e Punir o Tráfico de Pessoas. O segundo eixo faz um mapeamento das políticas hoje implementadas em relação à prostituição e da visão de atores estatais federais em relação à questão. O trabalho procura traçar um quadro da situação nacional referente aos direitos humanos, trabalho, cultura e saúde, com ênfase na resposta ao HIV.
O relatório “Qual é o preço do boato? Um guia para classificar os mitos e os fatos sobre a relação entre eventos esportivos e tráfico de pessoas”, produzido pela Global Alliance Against Trafficking in Women (GAATW), interroga criticamente os discursos e suposições dominantes acerca da correlação entre grandes eventos esportivos – que o Brasil sediará este ano (Copa do Mundo) e em 2016 (Olimpíadas) e o tráfico de pessoas para fins de exploração sexual.
Os dois lançamentos coincidem com outra iniciativa importante de promoção dos direitos das prostitutas: um novo desfile da DASPU, grife criada por Gabiela Leite, que nos deixou no anos passado. No desfile, organizado pela ONG DAVIDA foram apresentados figurinos da estilista Paula Villa Nova e foi lançada uma nova camiseta DASPU em homenagem a Gabriela. Os figurinos estão expostos na Galeria Maria Teresa Vieira, na Rua da Carioca, 85, onde as camisetas também estão à venda.
Grávidas pardas e negras recebem menos anestesia no parto
As desigualdades raciais e sociais atingem mulheres não somente no cotidiano, mas também no acesso aos serviços de saúde. Do pré-natal ao parto, mulheres grávidas negras e pardas permanecem em situação desfavorável quando comparadas às brancas. As pesquisadoras Maria do Carmo Leal, Silvana Granado Nogueira da Gama e Cynthia Braga da Cunha, da Escola de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz, analisaram a situação de grávidas negras, brancas e pardas com relação à qualidade de vida, escolaridade e atendimento médico em estabelecimentos públicos e privados do Município do Rio de Janeiro.
sexta-feira, 21 de março de 2014
Vacinas recomendadas estão no calendário, diz Chioro

Antes do início da cerimônia, Chioro vacinou algumas crianças no CEU Butantã (zona oeste). O mesmo fez o governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), que tem formação em medicina. A presidente Dilma Rousseff acompanhou a vacinação ao lado das crianças.
quarta-feira, 19 de março de 2014
Até 14 de abril as inscrições da sociedade civil - Conselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM)
Estão abertas até 14 de abril as inscrições para seleção de entidades da sociedade civil candidatas a integrar oConselho Nacional dos Direitos da Mulher (CNDM) no triênio 2014-2017. São 21 vagas disponíveis para entidades que atuam numa ou mais áreas do Plano Nacional de Políticas para as Mulheres (PNPM). O edital de divulgação do processo seletivo foi publicado nesta quarta-feira (12/03) no Diário Oficial da União.
Redes e articulações feministas têm 14 vagas de defesa dos direitos das mulheres. Mais sete vagas estão destinadas para as organizações de caráter sindical, associativa, profissional ou de classe. Estas devem atuar na defesa da democracia e na promoção da igualdade social e dos direitos das mulheres.
As entidades candidatas devem compartilhar os princípios da Política Nacional de Políticas para as Mulheres; atuar na mobilização, organização, promoção, defesa e/ou na garantia dos direitos das mulheres há, pelo menos, dois anos; e operar no mínimo em quatro Estados e/ou em duas regiões.
Obrigatoriamente, as entidades devem representar as brasileiras em toda sua diversidade ou um segmento específico (urbanas, rurais, negras, lésbicas, indígenas, jovens, idosas, com deficiência, entre outros).
As inscrições devem ser enviadas para Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) – Caixa Postal 8648, CEP 70.312-970, com data de postagem até 14 de abril de 2014. A remessa dos documentos deve ser avisada para o e-mail cndm@spm.gov.br, para que haja acompanhamento do processo.
Conselho - A convocação é feita pela presidenta do CNDM, que é a ministra Eleonora Menicucci, da SPM. O conselho foi criado em 1985, vinculado ao Ministério da Justiça. Em 2003, passou a integrar a estrutura da secretaria. Faz parte das atribuições do CNDM apoiar a secretaria na articulação com instituições da administração pública federal e com a sociedade civil.
C. G. de Saúde Vila Maria/Guilherme: 28/03- Oficina sobre a Lei de Acesso à Informação ...
C. G. de Saúde Vila Maria/Guilherme: 28/03- Oficina sobre a Lei de Acesso à Informação ...: "Você sabe fazer um pedido de informação? Em busca de formar mais cidadãos que saibam requerer este direito, a Controladoria Geral...
sábado, 15 de março de 2014
20 de março- Instituto Pólis promove debate sobre Comunicação, Cultura de Paz e Direito à Cidade
Instituto Pólis promove debate sobre Comunicação, Cultura de Paz e Direito à Cidade
O Pontão do Instituto Pólis convida a todas e todos para o debate Comunicação, Cultura de Paz e Direito à Cidade, que acontece no dia 20 de março, às 19h30, no auditório do Pólis. O encontro tem apoio e parceria do Le Monde Diplomatique Brasil, da ABONG (Associação Brasileira de Organizações não Governamentais) e da Rede Mundial de Artistas.
A presença -e ausência- de temas relativos aos direitos humanos na mídia, o uso da linguagem na construção de significados e a importância da comunicação como um direito serão os temas tratados no encontro.
Propomos ainda questionar como a comunicação pode se tornar um instrumento de paz, capaz de contribuir para a resolução de conflitos de forma pacífica e de despertar a convivência democrática.
Na mesa de debate estarão presentes João Paulo Charleaux, da Conectas Direitos Humanos, o jornalista Igor Fuser, membro do conselho editorial do Brasil de Fato e professor da Universidade Federal do ABC (UFABC), e Sebastião Squirra, professor da Universidade Metodista que atua nas disciplinas Cibercomunicação, Sociedade Digital e Plataformas da Comunicação Digital. Amanda Proetti, coordenadora do projeto Comunicação e Direitos Humanos da Abong, participa da mesa com comentários e críticas.
A organização e mediação será feita por Hamilton Faria e Amanda Kamanchek, do Instituto Pólis.
O evento integra as Rodas de Conversa do Pontão de Convivência e Cultura de Paz do Pólis que acontecem nesse ano, cujo objetivo é promover a cultura de paz e a convivência nas cidades.
Em defesa dos direitos das mulheres

Confira a reportagem completa aqui.
Fórum no Senado debate políticas de saúde para a mulher brasileira

quarta-feira, 12 de março de 2014
domingo, 9 de março de 2014
Estado e sociedade devem agir para garantir proteção às crianças durante a Copa do Mundo
Copa do Mundo |
Estado e sociedade precisam se mobilizar para garantir proteção às crianças durante o Mundial 2014. Veja o que tem sido feito até agora AQUI |
Sob pretexto de segurança, adolescentes são submetidos a revistas vexatórias diariamente
Imagine a sua rotina diária dentro de casa. Levantar, ir ao banheiro, tomar café da manhã, ir ao quintal, sentar na sala, voltar ao quarto. Agora, imagine intercalar, diante de alguém pouco conhecido, cada uma dessas atividades com o seguinte ritual: tirar a roupa, colocar as mãos na nuca, agachar três vezes e mostrar, de frente e de costas, suas partes íntimas. Pode-se somar a isso outras ações, como levantar os braços, abrir a boca e forçar a tosse. Constrangedor, não?
LEIA AQUI
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'Isolar doente mental não é uma atitude sã'.
Nesta terça-feira, 4 de março, o jornal O Globo publicou artigo da conselheira da Abrasco, Rosana Onocko-Campos (Programa de Pós-graduação em Saúde Coletiva da Universidade Estadual de Campinas) intitulado 'Isolar doente mental não é uma atitude sã'.
No texto, Rosana aborda a política de saúde mental brasileira onde é comum a ausência de diagnóstico e/ou tratamento.
16 perguntas para avaliar como sua escola aborda o racismo

Uma proposta de educação de direitos humanos
Empreendedorismo pode ajudar no desenvolvimento de crianças e adolescentes
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Em São Paulo, combate ao trabalho infantil enfrenta desafios
No estado mais populoso e rico do Brasil, de cada dez crianças e adolescentes entre 10 e 17 anos, uma trabalha. A situação não se restringe a uma determinada região ou atividade. O trabalho infantil é uma realidade em todo o estado de São Paulo e em diversos setores.
“Não temos mais um foco de atuação como tínhamos há 20 ou 30 anos”, explica a coordenadora estadual do Projeto de Combate ao Trabalho Infantil, Carolina Vanderlei Castro de Almeida, auditora do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). “Não tem mais essa coisa de foco grande, mas existem algumas atividades que são de cadeia produtiva e por estarem na atividade formal chamam mais atenção”. LEIA AQUI
Família fortalecida
Família fortalecida |
Santiago Júnior, Gestor de Aldeias Infantis SOS Brasil/Caicó-RN, mostra como estimular o diálogo e a partilha de conhecimento estreitam laços da criança com a família PROMENINO |
Reféns do medo: Histórias de mulheres vítimas de violência doméstica
Reféns do medo: Histórias de mulheres vítimas de violência doméstica
Por Cacá Junqueira*
*Esta reportagem faz parte de um especial para o Dia Internacional da Mulher produzido por alunos de Jornalismo da Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) de São Paulo especialmente para a SUPER.
Leia também:
linha do tempo que ilustra a luta, direitos e conquistas das mulheres brasileira
Confira o infográfico com a linha do tempo que ilustra a luta, direitos e conquistas das mulheres brasileiras. Está disponível no Portal Brasil.
Entre nesse link e clique na foto para ampliá-la: http://goo.gl/GZMXDZ.
A violência oculta do trabalho: as lesões por esforços repetitivos
Após retrospectiva sobre a violência que acompanha as relações conflituosas entre capital e trabalho nos diversos ciclos da Revolução Industrial, inclusive no Brasil, em que uma das formas é o modo de adoecer e prematuramente morrer dos trabalhadores, o autor sinaliza o papel do Estado e da medicina do trabalho como instâncias normalizadoras e de intervenção na área, com base nas teorias 'positivas' do nexo causal e ocupacional. A seguir, analisa a violência oculta do trabalho em uma atividade exemplar, a bancária, investigando quando e porque emergem as LER, descrevendo todo o percurso desse adoecimento coletivo e do trabalho com base em 346 depoimentos escritos por trabalhadores de um banco estatal.
domingo, 2 de março de 2014
SOF lança vídeo e cartilha sobre prostituição
SOF lança vídeo e cartilha sobre prostituição
Na terça-feira, dia 18 de fevereiro, aconteceu o lançamento da publicação “Prostituição: uma abordagem feminista” e do vídeo “Nosso corpo nos pertence?”, produzidos pela SOF.
Com cerca de 50 pessoas, entre estudantes e pesquisadoras, militantes feministas, mulheres que vivem ou viveram em situação de prostituição, o lançamento foi um importante momento de reflexão.
Nalu Faria, coordenadora da SOF, fez uma breve exposição sobre a cartilha, que visa contribuir para a compreensão da prostituição como uma instituição patriarcal que garante aos homens o controle sobre o trabalho, o corpo e a sexualidade das mulheres. O material é resultado de um primeiro esforço de síntese realizado pela equipe da SOF, que tem debatido muito essa questão em conjunto com a Marcha Mundial das Mulheres.
Segundo Tica Moreno, buscou-se, na cartilha e no vídeo, apresentar outra visão sobre a prostituição, diferentemente daquela que está ganhando espaço na mídia, que apresenta a prostituição como uma escolha individual da mulher. Assim, optou-se por dar voz às mulheres prostituídas que sofrem com a marginalização e a invisibilidade.
Cleone Santos, militante da Marcha Mundial das Mulheres, que viveu 22 anos em situação de prostituição, levantou a discussão sobre o Projeto de Lei 4.211/2012 do deputado federal Jean Willys (PSOL/RJ), afirmando que este visa regulamentar a atividade dos exploradores, cafetões e donos das casas de prostituição, sem nenhuma garantia de melhoria para a vida das mulheres em situação de prostituição. Para ela, é preciso que estas mulheres tenham acesso a serviços básicos, como saúde e educação, além de garantir o investimento em políticas públicas que ofereçam segurança e autonomia. “A gente tem que esclarecer para as mulheres que existem essas políticas públicas, senão elas vão continuar acreditando que elas não existem. Nós queremos uma política que não explore mais ainda as mulheres.”
O lançamento contou com a presença de membros de diversas organizações, entre elas, mulheres do Movimento de Atingidos por Barragens (MAB) que participaram da gravação do vídeo.
Com cerca de 50 pessoas, entre estudantes e pesquisadoras, militantes feministas, mulheres que vivem ou viveram em situação de prostituição, o lançamento foi um importante momento de reflexão.
Nalu Faria, coordenadora da SOF, fez uma breve exposição sobre a cartilha, que visa contribuir para a compreensão da prostituição como uma instituição patriarcal que garante aos homens o controle sobre o trabalho, o corpo e a sexualidade das mulheres. O material é resultado de um primeiro esforço de síntese realizado pela equipe da SOF, que tem debatido muito essa questão em conjunto com a Marcha Mundial das Mulheres.
Segundo Tica Moreno, buscou-se, na cartilha e no vídeo, apresentar outra visão sobre a prostituição, diferentemente daquela que está ganhando espaço na mídia, que apresenta a prostituição como uma escolha individual da mulher. Assim, optou-se por dar voz às mulheres prostituídas que sofrem com a marginalização e a invisibilidade.
Cleone Santos, militante da Marcha Mundial das Mulheres, que viveu 22 anos em situação de prostituição, levantou a discussão sobre o Projeto de Lei 4.211/2012 do deputado federal Jean Willys (PSOL/RJ), afirmando que este visa regulamentar a atividade dos exploradores, cafetões e donos das casas de prostituição, sem nenhuma garantia de melhoria para a vida das mulheres em situação de prostituição. Para ela, é preciso que estas mulheres tenham acesso a serviços básicos, como saúde e educação, além de garantir o investimento em políticas públicas que ofereçam segurança e autonomia. “A gente tem que esclarecer para as mulheres que existem essas políticas públicas, senão elas vão continuar acreditando que elas não existem. Nós queremos uma política que não explore mais ainda as mulheres.”
O lançamento contou com a presença de membros de diversas organizações, entre elas, mulheres do Movimento de Atingidos por Barragens (MAB) que participaram da gravação do vídeo.
A cartilha está disponível para acesso gratuito clicando aqui e o vídeo pode ser visto no canal da SOF no Youtube.
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