segunda-feira, 20 de abril de 2009

Aids entre jovens

SEXO & SAÚDE
Jairo Bouer

Aids entre jovens
"Meu namorado tem o vírus HIV e, um dia antes de ele fazer o exame que deu positivo, fizemos sexo sem camisinha. Faço exames periódicos (método Elisa) há alguns anos e todos deram resultado negativo. Existe algum outro exame mais eficaz?"

"Sou HIV positivo há oito anos, mas meu médico diz que ainda não preciso tomar remédios. Sinto que não estou bem, tenho muito sono e mal consigo trabalhar. Será que tenho outro problema? Pela média, devo viver muito?"

DUAS DÚVIDAS de jovens leitores que convivem de perto com o vírus HIV, causador da Aids. Embora hoje se fale muito menos da doença, ela continua por aí. No Brasil, são mais de 30 mil casos novos por ano (cerca de 80 por dia).
Se o tratamento e o controle da doença avançaram muito na última década, a descoberta de uma vacina ou mesmo da cura completa ainda estão longe. Portanto, prevenção continua sendo a alma do negócio.
Em casais discordantes (em que um é soropositivo e o outro, não), os cuidados são muito importantes para evitar que a outra pessoa se contamine. Assim, o casal tem que usar camisinha sempre, em todas as formas de contato sexual mais íntimo. Se isso for feito de maneira correta, a pessoa que é negativa estará protegida.
Os exames mais modernos para anticorpos contra o HIV conseguem "captar" alterações já nas primeiras oito a 12 semanas depois da relação suspeita. Assim, se nossa leitora faz exames periódicos há tanto tempo, a chance de ela estar contaminada é bem pequena.
Testes mais específicos e mais rápidos são os que detectam o próprio material genético do vírus (carga viral) alguns dias após a infecção. Esses exames são também usados em pacientes que estão em tratamento para medir a contagem viral (quantidade de vírus no corpo). São testes mais caros e que devem ser reservados para situações especiais, o que não parece ser o caso da leitora.
Se uma pessoa com HIV começa a se sentir mal é importante procurar ajuda médica para fazer um diagnóstico preciso. Esses sintomas podem ser um sinal de desequilíbrio da defesa contra o vírus, o que poderia indicar a necessidade de iniciar um tratamento. Mas também podem sinalizar outros problemas de saúde, como distúrbios hormonais, estresse e até depressão (quando a pessoa apresenta sintomas como desânimo, falta de vontade e tristeza).
Os números mostram que os portadores do vírus HIV podem viver cada vez mais. Já existem no Brasil jovens que convivem com a Aids há mais de 20 anos. Se o tratamento for adequado, sem abandono dos medicamentos (adesão), a vida pode ser longa e com boa qualidade por um tempo indeterminado.
fonte: FSP 20/04/2009

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