terça-feira, 28 de maio de 2013

Como conversar com meninas

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Não, não é um guia de paquera para garotos tímidos. Este texto da Lisa Bloom nos faz pensar sobre as consequências que nossas atitudes podem ter na educação das crianças, e como podemos mudar parâmetros sociais apenas conversando de modo diferente com uma menininha, segurando o impulso de dizer o quanto ela é linda para surpreendê-la ao ressaltar as outras qualidades que ela tem. Vale dizer que a educação dos meninos também precisa ser repensada, e que autora já escreveu sobre os dois.

Como conversar com meninas

Eu fui a um jantar na casa de uma amiga na semana passada, e encontrei sua filha de 5 anos pela primeira vez. A pequena Maya tinha os cabelos castanhos e cacheados, olhos escuros, e estava adorável em seu vestidinho rosa e brilhante. Eu queria gritar, “Maya você é tão fofa! Veja só! Dê uma voltinha e desfile esse vestidinho rosa, sua coisinha linda!”
Mas eu não fiz isso. Eu me contive. Como sempre me contenho quando conheço garotinhas, negando meu primeiro impulso, que é dizer o quão fofas/lindas/bonitas/bem vestidas/de unhas feitas/cabelo arrumado elas são/estão.
original“O que há de errado nisso? É a conversa padrão de nossa cultura para quebrar o gelo com as meninas, não é? E por que não fazer-lhes um elogio sincero para elevar suas auto-estimas? Porque elas são tão lindas que eu simplesmente quero explodir de tanta fofura quando as encontro, sinceramente.”
Guarde este pensamento por um tempo.
Esta semana a ABC News informou que quase metade das meninas de 3 a 6 anos se preocupam por estarem gordas. No meu livro, Think: Straight Talk for Women to Stay Smart in a Dumbed-Down World, eu revelo que 15 a 18% das meninas com menos de 12 anos usam rímel, delineador e batom regularmente; distúrbios alimentares estão em alta e a auto-estima está em baixa; e 25% das jovens mulheres americanas prefeririam vencer o America’s Next Top Model a ganhar o prêmio Nobel da Paz. Até universitárias inteligentes e bem sucedidas dizem que preferem ser ‘gostosas’ a serem inteligentes. Recentemente uma mãe de Miami morreu durante uma cirurgia estética, deixando dois filhos adolescentes. Isso não pára de acontecer, e isso parte o meu coração.
Ensinar as meninas que a aparência delas é a primeira coisa que se nota ensina a elas que o visual é mais importante do que qualquer outra coisa. Isso as leva a fazer dieta aos 5 anos de idade, usar base aos 11, implantar silicone aos 17 e aplicar botox aos 23. Enquanto a exigência cultural de que as garotas sejam lindas 24 horas por dia se torna regra, as mulheres têm se tornado cada vez mais infelizes. O que está faltando? Um sentido para a vida, uma vida de ideias e livros e de sermos valorizadas por nossos pensamentos e realizações.
Eu me esforço para falar com as meninas assim:
“Maya,” eu disse, me ajoelhando até ficar da sua altura, olhando em seus olhos, “prazer em conhecê-la”.
“O prazer é todo meu,” ela disse, com a voz já bem treinada e educada para falar com adultos como uma boa menina.
“Hey, o que você está lendo?” Perguntei, com um brilho nos olhos. Eu amo livros. Sou louca por eles. Eu deixo isso transparecer.
Seus olhos ficaram maiores, e ela demonstrou uma empolgação genuína, mas contida, sobre o assunto. Ela pausou, no entanto, tímida por estar com um adulto desconhecido.
“Eu AMO livros,” eu disse. “E você?”
A maioria das crianças gosta de livros.
“SIM,” ela disse. “E agora eu consigo ler sozinha!”
“Que incrível!” eu disse. E é incrível, para uma menina de 5 anos.
“Qual é o seu livro preferido?” perguntei.
“Vou lá pegar! Posso ler pra você?”
Purplicious foi a escolha de Maya, um livro novo para mim, e Maya se sentou junto a mim no sofá e leu com orgulho cada palavra em voz alta, sobre a nossa heroína que adora rosa mas é perturbada por um grupo de garotas na escola que só usam preto. Infelizmente, o livro era sobre garotas e o que elas vestiam, e como suas escolhas de roupas definiam suas identidades. Mas depois que Maya virou a última página, eu conduzi a conversa para as questões mais profundas do livro: meninas más e pressão dos colegas, e sobre não seguir a maioria. Eu contei pra ela que minha cor preferida é o verde, porque eu amo a natureza, e ela concordou com isso.
Em nenhum momento nós discutimos sobre as roupas, o cabelo, o corpo ou quem era bonita. É surpreendente o quão difícil é se manter longe desses tópicos com meninas pequenas, mas eu sou teimosa!
Eu falei para ela que eu tinha acabado de escrever um livro, e que eu esperava que ela escrevesse um também, algum dia. Ela ficou bastante empolgada com essa ideia. Nós duas ficamos muito tristes quando Maya teve que ir pra cama, mas eu disse a ela para da próxima vez escolher outro livro para lermos e falarmos sobre ele. Ops! Isso a deixou animada demais para dormir, e ela levantou algumas vezes…
Aí está, um pouquinho de oposição a uma cultura que passa todas as mensagens erradas para as nossas meninas. Um empurrãozinho em direção à valorização do cérebro feminino. Um breve momento sendo um modelo a ser seguido, intencionalmente. Meus poucos minutos com a Maya vão mudar a multibilionária indústria da beleza, os reality shows que diminuem as mulheres, a nossa cultura maníaca por celebridades? Não. Mas eu mudei a perspectiva de Maya por pelo menos aquela noite.
Tente isto da próxima vez que você conhecer uma garotinha. Ela pode ficar surpresa e incerta no começo, porque poucos perguntam sobre sua mente, mas seja paciente e insista. Pergunte-a o que ela está lendo. Do que ela gosta ou não gosta, e por quê? Não existem respostas erradas. Você apenas está gerando uma conversa inteligente que respeita o cérebro dela. Para garotas mais velhas, pergunte sobre eventos atuais: poluição, guerras, cortes no orçamento para educação. O que a incomoda no mundo? Como ela consertaria se tivesse uma varinha mágica? Você pode receber algumas respostas intrigantes. Conte a ela sobre suas ideias e conquistas e seus livros preferidos.Mostre para ela como uma mulher pensante fala e age.
Foto do início do post: Larice Barbosa

domingo, 26 de maio de 2013

Violência contra a mulher: mais de 40.000 homicídios femininos em uma década


Um levantamento feito Instituto Avante Brasil apontou que 40.000 mil mulheres foram vítimas de homicídios no Brasil, entre 2001 e 2010. Só no ano de 2010, 4,5 entre 100.000 mulheres perderam suas vidas no país.

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LUIZ FLÁVIO GOMES, jurista, diretor-presidente do Instituto Avante Brasil e coeditor do portal atualidadesdodireito.com.br. Estou no blogdolfg.com.br
Apesar dos avanços dos últimos anos, no que tange à violência contra a mulher, levantamento feito Instituto Avante Brasil apontou que 40.000 mil mulheres foram vítimas de homicídios no Brasil, entre 2001 e 2010. Só no ano de 2010, 4,5 entre 100.000 mulheres perderam suas vidas no país.
Consoante o Instituto Avante Brasil, em 2010, uma mulher foi vítima de homicídio a cada 1 hora, 57 minutos e 43 segundos.  Em 2001, a média era de 2 horas, 15 minutos e 29 segundos. O crescimento de mortes anual, entre 2001 e 2010, foi de 1,85% ao ano.
Vejamos :
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 A mesma projeção aponta que em 2013 deverão ocorrer 4.717 homicídios entre as mulheres brasileiras.
Segundo a Organização das Nações Unidas, cerca de 70% das mulheres sofrerão algum tipo de violência no decorrer de sua vida. E, de acordo com o Banco Mundial, as mulheres de 15 a 44 anos correm mais risco de sofrer estupro e violência doméstica do que de câncer, acidentes de carro, guerra e malária.
 Na América do Sul, o Brasil só perde em homicídios de mulheres para a Colômbia, que registrou, em 2007, uma taxa de 6,2 mortes para cada 100.000 mulheres. Atrás do Brasil vem a Venezuela, com 3,6 mortes para cada 100.000 mulheres em 2007, Paraguai que registrou em 2008 1,3 mortes para cada 100.000 mulheres e o Chile com 1 homicídio feminino para cada 100.000 mulheres em 2007.
 Observe:
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Pesquisa da Organização Mundial da Saúde que traz informações de 2006 a 2010 mostra que, se comparado com alguns países com dados homogêneos, a diferença é ainda maior: o Brasil ganha da Rússia, que registrou, em 2009, 7,1 homicídios femininos, mas atrás de países como Estados Unidos, Japão, França e Reino Unido.

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A Organização Mundial da Saúde sugere que existam alguns fatores de risco que podem ser associados a um indivíduo que pratica um crime contra a integridade física de uma mulher:
  • níveis mais baixos de educação (perpetração da violência sexual e da experiência de violência sexual);
  • exposição a maus-tratos (perpetração e experiência);
  • testemunho de violência familiar (perpetração e experiência);
  • transtorno de personalidade antissocial (perpetração);
  • uso nocivo do álcool (perpetração e experiência);
  • ter múltiplos parceiros ou suspeita por seus parceiros de infidelidade (perpetração), e atitudes que estão aceitando de desigualdade violência e gênero (perpetração e experiência).
 Apesar de todas as campanhas e recomendações das Organizações Mundiais contra a violência feminina, o que se vê (no Brasil) são números que crescem e preocupam a cada dia mais.
 O número de estupros no estado de São Paulo, por exemplo, ganhou proporções descomunais. O número de vítimas não para de crescer. Segundo dados da Secretaria de Segurança de São Paulo, o crime de estupro foi o delito que mais aumentou nos últimos anos no nosso Estado. De 2005 a 2012 houve um crescimento médio anual de 19,7%, o que significa uma alarmante evolução de 230%
 Não basta apenas apresentarmos soluções ou agravarmos esse tipo de crime, mais que isso, faz-se necessário que os cidadãos sejam educados à valorização da vida e do ser humano de um modo geral.
 Especialmente no que tange às mulheres, que por fazerem parte durante décadas de uma sociedade patriarcal, encontram dificuldades no momento em que percebem estar sendo vítima do abuso ou da violência, de denunciar seus opressores, muitas vezes parceiros e membros da família. 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

concurso de vídeos “Em Briga de Marido e Mulher Se Mete a Colher”




Para comemorar os 10 anos de ações voltadas à mulher brasileira, o Instituto Avon lança o concurso de vídeos “Em Briga de Marido e Mulher Se Mete a Colher”. O concurso visa chamar atenção para a causa da violência doméstica e suas diversas formas de manifestação e prevenção.

A regra é que os vídeos sobre o tema tenham no máximo 60 segundos de duração. As inscrições são feitas pelo site do MinutoAd (www.minutoad.com.br) até o dia 10 de Agosto. A data de encerramento casa com o mês de aniversário da Lei Maria da Penha, que combate a violência doméstica. O Instituto Avon distribuirá até R$ 10 mil em prêmios para os melhores vídeos:

1º colocado – Prêmio aquisição Instituto Avon – R$ 5.000,00
2º colocado – Prêmio aquisição Instituto Avon – R$ 3.000,00
3º colocado – Voto popular – R$ 2.000,00

Para meter a colher,clique aqui.
Cartaz_briga_email

Sobre o MinutoAd

O MinutoAd é um desafio. A empresa ou instituição patrocinadora do concurso desafia você a criar um video de até um minuto sobre uma ideia ligada a marca da empresa ou instituição. As melhores ideias e contribuições receberão prêmios em dinheiro ou, por vezes, em produtos e serviços. A empresa define o briefing, lança o desafio e fica responsável pela seleção do conteúdo. As regras e os objetivos de cada concurso, bem como os prêmios disponíveis, são descritos na página de cada concurso.

Sobre o Instituto Avon – 10 anos de dedicação à saúde e ao bem-estar da mulher

O Instituto Avon foi criado em 2003, como organização não governamental com a missão de coordenar no Brasil as campanhas defendidas pela Avon globalmente: a detecção precoce do câncer de mama e o enfrentamento da violência doméstica. No Brasil, as campanhas receberam a denominação Avon Contra o Câncer de Mama e Fale Sem Medo – Não à Violência Doméstica, para as quais o Instituto Avon já direcionou R$ 43 milhões, apoiando mais de 80 projetos. Em 2012, as campanhas ganharam o apoio da modelo e empresária Luiza Brunet, que se tornou Embaixadora do Instituto Avon, endossando as iniciativas das campanhas em todo país. Em 2013, a instituição celebra 10 anos de atuação no país, tendo beneficiado mais de 2 milhões de brasileiras no período.

sábado, 11 de maio de 2013

o aborto e a fé dos outros | Clara Averbuck


"ninguém é "a favor do aborto". somos a favor da DESCRIMINALIZAÇÃO. ninguém CURTE aborto. ninguém acorda um dia, se espreguiça e fala "oh, acho que vou fazer um abortinho". e as mulheres NÃO DEIXAM de fazer aborto porque ele é ilegal. mas apenas as que têm condições conseguem pagar por uma clínica de qualidade. as que não têm, bom, elas enfiam agulhas de tricô em seus úteros e procuram carniceiros e, quando não ficam com seqüelas, morrem de infecção. 
o número de abortos não vai disparar se a prática for legalizada até a 12a semana, como sugere o conselho federal de medicina. mas o número de mulheres mortas por tentar fazer abortos em condições insalubres certamente vai despencar.
antes do discurso "a favor da vida", pensem na vida de quem vocês são a favor: de uma mulher adulta e consciente de que não pode, não deve, ou simplesmente não quer (então também não deve) ter um filho, ou na de umas poucas células sem consciência? e depois que essas células virarem bebês com mães sem condições psicológicas/financeiras para criá-los, quem é que vai cuidar dessa vida? vocês? a igreja? não, né? então que as mulheres tenham autonomia sobre seus corpos, porque quem vai ter que arcar com as conseqüências de tudo são elas, somos nós.
a questão deveria ser tão simples, mas não. sempre tem alguém pra evocar o livro de ficção mal traduzido e arrumar uma desculpa, como se realmente vivessem de acordo com todas as regras impostas por ele.
e é assustadora a quantidade de gente que fala de deus nessas questões. deus não tem que ter NADA a ver com leis. nada.
O ESTADO  DEVE SER LAICO.

aqui tem um video com alguns dados sobre aborto, 
Para quem não conhece, vale dar uma passadinha  na Frente Nacional Contra a Criminalização das Mulheres e pela legalização do Aborto tem uma plataforma com a proposta completa http://www.abortoemdebate.com.br/arquivos/plataforma_frente.pdf

Fonte: http://claraaverbuck.com.br/o-aborto-e-a-fe-dos-outros/ e blogueiras feministas

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Inscrições abertas para o Programa Mulheres na Ciência


O Programa Mulheres na Ciência da L´ORÉAL, realizado em parceria com a Unesco e a Academia Brasileira de Ciências (ABC), está com as inscrições abertas. Em sua oitava edição brasileira, a premiação tem por objetivo incentivar a presença da mulher na linha de frente do conhecimento e garantir visibilidade ao trabalho das pesquisadoras, além de oferecer condições favoráveis para a continuidade de projetos por meio do auxílio financeiro. As participantes têm até o dia 13 de maio para se inscrever no site.

Podem se inscrever no programa cientistas das áreas de Ciências Biomédicas, Biológicas e da Saúde, Ciências Físicas, Ciências Matemáticas e Ciências Químicas. Cada profissional vencedora receberá bolsa-auxílio no valor equivalente a US$ 20 mil. Lançado em 2006, o programa já beneficiou 47 jovens cientistas no país, distribuindo mais de R$ 1,9 milhão em bolsas-auxílio. O júri é presidido pelo Prof. Jacob Palis Jr., presidente da ABC, e conta com um especialista da Unesco, um da L´Oréal e oito pesquisadores, membros da Academia Brasileira de Ciências.

Clique aqui e leia mais.

domingo, 14 de abril de 2013

Destaque CLAM - Sexualidade na America Latina




Seminário Internacional Desfazendo Gênero: subjetividade, cidadania e transfeminismo
O Núcleo Tirésias (Núcleo Interdisciplinar de Estudos em Diversidade Sexual, Gênero e Direitos Humanos/UFRN) promove o Seminário Internacional Desfazendo Gênero: subjetividade, cidadania e transfeminismo, a ser realizado de 14 a 16 de agosto. Confira calendário de inscrições para propostas GTs e para resumos.
| oferta acadêmica |
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Eleição estratégica
A escolha de Jorge Bergoglio como papa é estratégica para os interesses do Vaticano. Não é coincidência que os cardeais tenham escolhido um papa da América Latina, continente de maioria católica onde se tem avançado em relação aos direitos sexuais e reprodutivos, afirma a socióloga Maria José Rosado, diretora no Brasil da organização Católicas pelo Direito de Decidir.
| notícias CLAM |
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Chamada para artigos - Revista Via Atlântica (USP)
A Revista Via Atlântica, da Área de Estudos Comparados de Literaturas de Língua Portuguesa da USP, está recebendo artigos para a edição 24, cujo tema é Gêneros, Sexualidades e novas Subjetividades nas Literaturas de Língua Portuguesa". Até 30 de junho.
| oferta acadêmica |
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GT Direitos Humanos, Sexualidades e Cultura (ABANNE)
O GT Direitos Humanos, Sexualidades e Cultura da IV Reunião Equatorial de Antropologia/ABANNE, que ocorrerá entre 04 e 07 de agosto de 2013, em Fortaleza (Ceará), está com inscrições abertas até 31 de março.
| oferta acadêmica |
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Sexologia na América Latina em dossiê
O dossiê "Sexology in Latin America", fruto da pesquisa "Sexualidade, ciência e profissão na América Latina", coordenada pelo CLAM em parceria com o Inserm (Institut National de la Santé et de la Recherche Médicale - França), foi publicado no Internacional Journal of Sexual Health, importante publicação no campo da saúde sexual.
| notícias CLAM |
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A outra evangelização
O deslocamento da agenda conservadora de regulação da vida, da sexualidade e da família para a linguagem científica e dos direitos humanos revela novas articulações entre religião, ciência e política, elementos-chave para entender os alcances atuais do ativismo religioso em temas como o aborto e o reconhecimento da diversidade sexual. (Texto em espanhol)
| notícias CLAM |
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sábado, 13 de abril de 2013

Prorrogado, até 14/4- contratação de profissional para avaliar inclusão de gênero nas políticas públicas do Mercosul


Prorrogado, até 14/4, processo seletivo para contratação de profissional para avaliar inclusão de gênero nas políticas públicas do Mercosul

Destinado a pessoa física ou jurídica trabalho se destina à avaliação da sustentabilidade de projeto do Mercosul, que visa incorporação da eliminação da discriminação entre mulheres e homens em todas as suas ações

Seguem abertas, até 14 de abril, as inscrições para seleção de profissional ou equipe que avaliará o projeto de fortalecimento institucional e da perspectiva de gênero no Mercosul. O objetivo é contribuir para que o bloco econômico incorpore em todas as suas ações os aspectos relacionados à eliminação de discriminação entre mulheres e homens.

A oportunidade de trabalho se destina a profissional ou equipe com experiência na avaliação de programas ou projetos sociais em geral e de gênero em particular; experiência de trabalho na gestão ou assessoria para a implementação de políticas de gênero, tanto a partir da a sociedade civil ou o governo; além de conhecimento fluente de português e espanhol.

Será levado em conta se, no currículo enviado, consta formação em nível de pós-graduação em avaliação de projetos; formação em gênero; conhecimento institucional do Mercosul e da Reunião de Ministras e Altas Autoridades da Mulher do Mercosul (RMAAM). Caso seja uma empresa de consultoria ou organismo coletivo, será valorizada a experiência institucional dando relevância à coordenação da equipe que execute a atividade.
Os resultados obtidos deverão ser conhecidos em um prazo máximo de dois meses, que não poderão superar o dia 25 de junho de 2013.

Avaliação – A pessoa ou equipe escolhida deverá analisar a abrangência, sustentabilidade, apropriação, pertinência, relevância, eficácia e eficiência do projeto, que integra o Programa de Cooperação Mercosul-Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento (Aecid).

O projeto envolve o fortalecimento da Reunião de Ministras e Altas Autoridades do Mercosul (RMAAM); a produção de uma proposta de protocolo regional de detecção, intervenção, resgate e reinserção para mulheres vítimas de tráfico com fins de exploração sexual comercial no Mercosul; a construção do Sistema de Informação em Violência Doméstica baseado em gênero; e a regulamentação do protocolo do Parlamento Mercosul.

Para se candidatar, é necessário enviar uma mensagem para o e-mail llamadosrem@gmail.com, até 14 de abril de 2013, contendo, entre outras informações: proposta de trabalho sintética; curriculum vitae de cada pessoa da equipe; carta indicando funções que cumprirão todos os integrantes.

Confira o edital aqui