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terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Human zoo (arte feminista)

Human zoo (arte feminista) 
Para ver grátis no PC click na imagem o poster
Décima quinta indicação de filme para estudos de Gênero e Feminismo, o filme narra a história de Adria em plena Guerra do Kosovo e em Marseille (como imigrante ilegal). Apesar da própria experiência de vida, a personagem constrói sua identidade passando por pelos clichês femininos, porém superando-os e transcendendo os limites da “feminilidade burra”.
 
Comentário feminista: Escrito, produzido, dirigido (e atuando) a ex-modelo e militante feminista Rie Rasmussen consegue realizar um filme totalmente dentro (ao estilo Tarantino) e ao mesmo tempo fora dos padrões cinematográficos do gênero ação. Cheio de sacadas geniais, como o modo que a personagem vez por outra observa os comportamentos femininos, Rie Rasmussen conseguiu com louvor produzir um projeto verdadeiramente feminista na concepção do termo, pois em nenhum momento estigmatiza as personagens masculinas e nem busca qualquer solução fácil para sua personagem principal. Este é um dos poucos casos de filmes que, nas belíssimas cenas de sexo, se baseia no conceito fundamental de arte feminista: “a utilização do próprio corpo da realizadora na condição de sujeito de arte e não de objeto mercantil”. Excelente entretenimento, apesar da abordagem de temas serissímos, como a automutilação, para ser visto com namoradas/os que odeiam feminismo ou para feministas que não suportam as “heroínas gostosonas" e esteotipadas, comuns nas adaptações de HQ para o cinema. Vejam o trailer:
 



Fonte: Maças Podres

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Libertárias (feminismo de ideologia operária e anarquista)

Libertárias (feminismo de ideologia operária e anarquista)
Sexta Indicação de estudo: O filme narra a história do grupo de militantes anarquista da organização femininista do movimento libertário espanhol chamada "Mulheres Livres", nos primeiros dias da Guerra Civil Espanhola.
 
Comentário feminista: Se, enquanto filme, é possível que surjam criticas sobre a maneira que as personagens são apresentadas (existem clichês estereotipados sobre os comportamentos femininos), todavia, enquanto material feminista, há várias cenas que podem muito bem ilustrar a curiosidade de feministas sobre questões históricas, como por exemplo: a visão participativa de mulheres em guerras, pouco apresentada em livros didáticos, e as ideologias feministas de base anarquista e operária muito populares no início do século XX, e hoje extremamente censuradas e invisibilizadas pela grande mídia e história oficial. Indicado para feministas militantes de outros movimentos sociais que querem ampliar sua visão ideológica e que não se satisfazem com o papel de colaboracionaistas do Estado ou secretárias de partido. Veja o trailer: