quarta-feira, 28 de março de 2012
terça-feira, 27 de março de 2012
Material do curso de envelhecimento em acesso aberto
Levando-se em conta que as projeções apontam para o fato de que, em
2025, seremos a sexta população idosa no mundo, é necessário agirmos com
rapidez para podermos dar conta desta mudança iminente?, diz o texto de
apresentação do curso Envelhecimento e Saúde da Pessoa Idosa, oferecido
na modalidade a distância, que acaba de ser disponibilizado para
download na Biblioteca Multimídia da ENSP e no Campus Virtual em Saúde
Pública (CVSP). A ação está de acordo com a Política de Acesso Aberto ao
Conhecimento adotada em 2011 pela Escola. A ideia é que, aos poucos, os
materiais de todos os cursos da EAD/ENSP sejam disponibilizados para
acesso livre.
Este curso, uma ferramenta para a necessidade de implementação da Política Nacional de Saúde do Idoso, de forma a capilarizá-la por todo o território nacional, foi desenvolvido em 15 módulos, divididos em 4 unidades intituladas Envelhecimento, velhice, sociedade e políticas; Demografia e epidemiologia do envelhecimento; Atenção à saúde da pessoa idosa; e Participação social e envelhecimento.
A Escola está trabalhando para a entrada, cada vez mais rápida, desses materiais em seu repositório institucional. A inclusão é feita dentro dos critérios da Política de Acesso Aberto que está sendo desenvolvida na Escola. Com a adoção dessas ações, a Escola está contribuindo para ampliar o acesso ao conhecimento por ela produzido, além de dar transparência aos investimentos e às ações realizadas. Dessa forma, o amplo e livre acesso aos resultados das pesquisas também colabora de forma importante para o controle social. Acesso livre significa a livre disponibilização, na internet, de literatura de caráter científico, permitindo a qualquer utilizador pesquisar, consultar, descarregar, imprimir, copiar e distribuir o texto integral de artigos e outras fontes de informação científica.
Nesse recente movimento da Escola, iniciado em 2011, a ENSP reconhece os direitos autorais, sejam eles morais ou patrimoniais, em relação ao conhecimento produzido e entende que é obrigação das instituições públicas garantir que a sociedade tenha acesso a ele. O Seminário Internacional Acesso Livre ao Conhecimento, realizado em abril do último ano, foi o marco inicial da adesão da Escola ao Movimento Internacional de Acesso Aberto ao Conhecimento. Em consonância com o movimento mundial, a Escola declara a importância da promoção do acesso universal à informação e ao conhecimento como condição essencial ao desenvolvimento sustentável das nações, à promoção da qualidade de vida das pessoas e à inovação.
Segundo a coordenadora de Comunicação Institucional da ENSP, Ana Furniel, este movimento, com aproximadamente uma década de existência, é denominado Open Educational Resources (OER) ou Recursos Educacionais Abertos (REA). Ele, apesar de ser considerado um movimento jovem, está alcançando muitas instituições. A Unesco, em evento conhecido como The Forum on the Impact of Open Courseware for Higher Education Institutions in Developing Countries, cunhou o termo Open Educational Resource, cuja definição, desenvolvida no ano de 2002, considera a provisão de recursos educacionais abertos, ativada por tecnologias de informação e comunicação para consulta, utilização e adaptação por uma comunidade de usuários para fins não comerciais.
Desde a sua adesão a este movimento, a ENSP vem realizando um conjunto de ações que reafirmam seu compromisso com a política de acesso aberto na instituição. A acessibilidade ao material didático produzido no âmbito de seus cursos de Educação a Distância é uma delas. Além disso, a organização e realização do Seminário Internacional de Acesso Livre ao Conhecimento; o mapeamento de suas atividades para definição de política institucional de acesso aberto; a gestão e alimentação da página eletrônica para o Movimento de Acesso Aberto na Escola; o lançamento da fan page na rede social Facebook sobre as iniciativas de acesso aberto; e o desenvolvimento de novo Repositório Institucional para acesso livre à sua produção científica também são ações previstas neste processo.
Acesse aqui todo o material didático do curso.
Fonte EAD- Fiocruz
Este curso, uma ferramenta para a necessidade de implementação da Política Nacional de Saúde do Idoso, de forma a capilarizá-la por todo o território nacional, foi desenvolvido em 15 módulos, divididos em 4 unidades intituladas Envelhecimento, velhice, sociedade e políticas; Demografia e epidemiologia do envelhecimento; Atenção à saúde da pessoa idosa; e Participação social e envelhecimento.
A Escola está trabalhando para a entrada, cada vez mais rápida, desses materiais em seu repositório institucional. A inclusão é feita dentro dos critérios da Política de Acesso Aberto que está sendo desenvolvida na Escola. Com a adoção dessas ações, a Escola está contribuindo para ampliar o acesso ao conhecimento por ela produzido, além de dar transparência aos investimentos e às ações realizadas. Dessa forma, o amplo e livre acesso aos resultados das pesquisas também colabora de forma importante para o controle social. Acesso livre significa a livre disponibilização, na internet, de literatura de caráter científico, permitindo a qualquer utilizador pesquisar, consultar, descarregar, imprimir, copiar e distribuir o texto integral de artigos e outras fontes de informação científica.
Nesse recente movimento da Escola, iniciado em 2011, a ENSP reconhece os direitos autorais, sejam eles morais ou patrimoniais, em relação ao conhecimento produzido e entende que é obrigação das instituições públicas garantir que a sociedade tenha acesso a ele. O Seminário Internacional Acesso Livre ao Conhecimento, realizado em abril do último ano, foi o marco inicial da adesão da Escola ao Movimento Internacional de Acesso Aberto ao Conhecimento. Em consonância com o movimento mundial, a Escola declara a importância da promoção do acesso universal à informação e ao conhecimento como condição essencial ao desenvolvimento sustentável das nações, à promoção da qualidade de vida das pessoas e à inovação.
Segundo a coordenadora de Comunicação Institucional da ENSP, Ana Furniel, este movimento, com aproximadamente uma década de existência, é denominado Open Educational Resources (OER) ou Recursos Educacionais Abertos (REA). Ele, apesar de ser considerado um movimento jovem, está alcançando muitas instituições. A Unesco, em evento conhecido como The Forum on the Impact of Open Courseware for Higher Education Institutions in Developing Countries, cunhou o termo Open Educational Resource, cuja definição, desenvolvida no ano de 2002, considera a provisão de recursos educacionais abertos, ativada por tecnologias de informação e comunicação para consulta, utilização e adaptação por uma comunidade de usuários para fins não comerciais.
Desde a sua adesão a este movimento, a ENSP vem realizando um conjunto de ações que reafirmam seu compromisso com a política de acesso aberto na instituição. A acessibilidade ao material didático produzido no âmbito de seus cursos de Educação a Distância é uma delas. Além disso, a organização e realização do Seminário Internacional de Acesso Livre ao Conhecimento; o mapeamento de suas atividades para definição de política institucional de acesso aberto; a gestão e alimentação da página eletrônica para o Movimento de Acesso Aberto na Escola; o lançamento da fan page na rede social Facebook sobre as iniciativas de acesso aberto; e o desenvolvimento de novo Repositório Institucional para acesso livre à sua produção científica também são ações previstas neste processo.
Acesse aqui todo o material didático do curso.
Fonte EAD- Fiocruz
curso a distancia de Informação e Comunicação em Saúde para o Controle Social
Até o dia 12 de abril estão abertas as inscrições para o curso livre de
Informação e Comunicação em Saúde para o Controle Social, oferecido na
modalidade a distância pela ENSP. Seu público-alvo são conselheiros
municipais e estaduais de Saúde, integrantes do Conselho Nacional de
Saúde, que sejam indicados pelos conselhos estaduais de saúde ou pelo
Conselho Nacional de Saúde, inclusos no cadastro nacional de conselhos
de saúde que aderiram ao Programa de Inclusão Digital. O objetivo dessa
formação é contribuir para um processo intensivo e continuado de
apropriação e uso das informações e comunicações relevantes para o
exercício do controle social em saúde por esses profissionais. Mais de
1.500 vagas estão disponíveis, distribuídas em todos os estados do país.
Confira aqui o edital.
terça-feira, 20 de março de 2012
LESBIANAS FEMINISTAS
LESBIANAS FEMINISTAS
Identidade de Mulheres Revolucionárias
Que lutam contra o patriarcado
Corajosas, guerreiras
Que não se conformam, não desistem
Não se rendem! Preciosas!
Lesbianas Feministas
De todos os lugares
De muitas diversidades
De muitas formas de amar
Amor pela liberdade
Amor pela eqüidade
Amor por outras mulheres
Amor por poder amar!
Lesbianas Feministas
Basta de opressão!
Basta de racismo!
Basta de discriminação!
Viva a autonomia!
Viva a rebeldia!
Viva a liberdade!
Identidade de Mulheres Revolucionárias
Que lutam contra o patriarcado
Corajosas, guerreiras
Que não se conformam, não desistem
Não se rendem! Preciosas!
Lesbianas Feministas
De todos os lugares
De muitas diversidades
De muitas formas de amar
Amor pela liberdade
Amor pela eqüidade
Amor por outras mulheres
Amor por poder amar!
Lesbianas Feministas
Basta de opressão!
Basta de racismo!
Basta de discriminação!
Viva a autonomia!
Viva a rebeldia!
Viva a liberdade!
quarta-feira, 7 de março de 2012
Ultimas na Semana Internacional da Mulher
Anápolis proíbe aborto autorizado pela Justiça
Vereadores do município goiano aprovam projeto que altera a Lei Orgânica local para impedir a retirada de fetos mesmo nos casos com previsão legal, como estupro ou risco de morte da gestante. OAB alega que norma é inconstitucional. Veja AQUI
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Violência Contra a Mulher aprovou, nesta terça-feira (6), o seu plano de trabalho. De acordo com a relatora, senadora Ana Rita (PT-ES), os objetivos principais da CPI mista, definidos no plano de trabalho, são o diagnóstico das lacunas existentes nos sistemas de prestação da segurança pública e jurisdicional e de suas condições estruturais, administrativas e orçamentárias, bem como a apresentação de propostas de aperfeiçoamento das políticas de combate à violência contra mulheres.
Leia mais Aqui
É incrível que, em pleno século XXI, ainda exista ódio sexista, latente ou escancarado . Leia reportagem AQUI
Desigualdade de gênero prejudica economia, diz Banco Mundial
O vice-presidente do Departamento de Redução da Pobreza e Gestão Econômica do Banco Mundial, Otaviano Canuto, declarou há pouco que manter as desigualdades entre homens e mulheres, além de ser moralmente condenável, é também uma “burrice econômica”. O relatório Igualdade de Gênero e Desenvolvimento, apresentado hoje pela instituição, aponta, pela primeira vez, que desigualdades de gêneros trazem prejuízos econômicos aos países. Leia AQUI
Primeiro registro da participação feminina no Parlamento brasileiro, organizada em uma linha do tempo. A obra relaciona os discursos das parlamentares aos principais fatos da história política do país - do Estado Novo à ditadura militar, da redemocratização à Constituição de 1988 - e, também, narra o papel das mulheres no processo de construção da atual sociedade brasileira AQUI
ONU Mulheres abre a segunda etapa do edital para propostas do Fundo para a Igualdade de Gênero. O objetivo do Fundo é promover o empoderamento político e econômico das mulheres, duas áreas prioritárias do recém aprovado Plano Estratégico da agência da ONU (2012-2013). Leia mais AQUI
Há algum (pouco) tempo, um filósofo declarou que a vocação das mulheres era a prostituição. Obviamente, essa foi uma conclusão sua e não uma percepção tomada a partir de qualquer literatura ou realidade. Ele, enquanto observador e parte de uma micro-estrutura social, sentiu-se autorizado a proferir isso. Leia AQUI
8 de março não é um dia para se ficar no silêncio. A lista abaixo não é completa. Nem se pretende – afinal, nos dias de edição em tempo real, nenhuma lista é completa, correta, absoluta. Nossa ideia é somente registrar aqui a quantidade de manifestações que ocorre neste dia. Veja AQUI
Estamos as vesperas do 8 de Março, Dia Internacional da Mulher, das mulheres, de TODAS as mulheres. Sejam elas mães, ou não. Leia mais AQUI
primeira vez que TSE será presidida por uma mulher
AGÊNCIA ESTADO
Esta será a primeira vez, nos 67 anos de funcionamento do TSE, que a Corte será presidida por uma mulher
A ministra Cármen Lúcia Antunes Rocha foi eleita nesta terça-feira (6) a nova presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Essa será a primeira vez, nos 67 anos de funcionamento do TSE, que a Corte será presidida por uma mulher.
Num rápido discurso em agradecimento aos ministros que a elegeram, Cármen Lúcia fez questão de frisar que, há 80 anos, o Brasil autorizou o voto feminino. "Nós tínhamos uma população de 40 milhões de habitantes e tivemos, em 1934, quando a mulher votou pela primeira vez, 1,5 milhão de votos. Oitenta anos depois, somos quase 52% dos eleitores brasileiros, a despeito de os cargos de representação serem muito pouco exercidos por mulheres", disse.
O ministro Marco Aurélio Mello foi eleito o novo vice-presidente do TSE.
Fonte: Universidade Livre Feminista
segunda-feira, 5 de março de 2012
Declaração da Marcha Mundial das Mulheres Dia Internacional de Luta das Mulheres - 2012
Declaração da Marcha
Mundial das Mulheres
Dia Internacional de Luta das Mulheres - 2012
Dia Internacional de Luta das Mulheres - 2012
Neste 8 de março, nós, as mulheres da Marcha
Mundial das Mulheres, seguimos marchando, resistindo, e construindo um mundo
para nós, os outros, os povos, os seres vivos e a natureza. Nossas ações
continuam enfrentando embates com o paradigma mortal do capitalismo, com suas
falsas soluções para as crises e com a ideologia fundamentalista
conservadora.
Vivemos uma crise do sistema capitalista, racista e patriarcal que, para se sustentar, impõe brutais “medidas de austeridade” que obrigam a nós, os povos, a pagar por uma crise que não provocamos: são cortes nos orçamentos de todos os serviços sociais, diminuição de salários e de pensões, estímulo à guerras e avanço da mercantilização de todas as esferas da vida. Nós, as mulheres, pagamos o preço mais alto: somos as primeiras a ser demitidas e, além das tarefas domésticas mais habituais, somos obrigadas a assumir as funções antes cobertas pelos serviços sociais. Tais medidas carregam o peso da ideologia patriarcal, capitalista e racista e são expressão de políticas de incentivo para que voltemos ao mundo privado, ao mesmo tempo que estimulam o avanço da prostituição e da venda das mulheres, o aumento da violência contra nós, o tráfico e as migrações.
Denunciamos a contínua imposição de acordos de livre comércio, que tentam transformar os bens comuns como saúde, educação e água em mercadorias, e aprofundam um mercado de exploração da mão de obra barata nos países do Sul. Recusamos a cultura do consumo que empobrece mais as comunidades, gerando dependência e exterminando as produções locais.
Nos solidarizamos com as mulheres em luta na Europa, especialmente na Grécia mas também em Portugal, Galicia, Estado Espanhol, Itália e Macedonia, que se estão organizando para resistir à ofensiva neoliberal e retrógrada promovida pelas instituições financeiras e políticas, e seus próprios governos, a serviço dos interesses das corporações transnacionais. Nos solidarizamos também com todas as mulheres do Sul que enfrentam a fome, a pobreza, a superexploração do trabalho e a violência, mas que seguem construindo sua resistência.
Denunciamos o avanço da militarização em todo mundo como estratégia de controle dos nossos corpos, vidas, movimentos e territórios. A militarização garante o neocolonialismo, o novo saque e apropriação do capital sobre os recursos naturais e a manutenção do enriquecimento da indústria armamentista frente à crise. Constatamos com temor a ameaça de retorno do militarismo e do autoritarismo como valores na sociedade em diferentes países ao redor do mundo, como: no Oriente Médio, na Tunisia, Líbia e Egito, onde as mulheres e os povos continuam em luta contra todo tipo de ditadura fundamentalista e por uma verdadeira democracia; na Palestina onde as mulheres lutam contra o colonialismo e o sionismo; em diversos países Africanos – como em Senegal onde o governo se utiliza da força do exército por interesses eleitorais, ou no Mali onde grupos armados aterrorizam a população civil em sua luta pelo controle da região norte; em Honduras, México, Guatemala e Colômbia onde há processos de re-militarização; e em diversos países em Ásia-Oceania onde a presença das tropas militares dos Estados Unidos está sendo reforçada.
Nos solidarizamos com as mulheres e os povos em resistência e luta em todos os territórios que estão em guerra, sob controle militar e em risco de serem controlados, ou aqueles que vivem os impactos nefastos da presença militar estrangeira. Apesar disso, nós, mulheres, continuamos defendendo nosso território, corpo e terra da exploração dos exércitos regulares e irregulares, estatais e privados.
Denunciamos a estratégia coordenada dos meios de comunicação globalizados que buscam revigorar dogmas e valores conservadores, e que põem em risco as conquistas e avanços das mulheres em todo o mundo.
Os espaços de participação são fechados, o protesto é criminalizado, e o direito a decidir sobre nossos corpos é cerceado. Nossa autodeterminação reprodutiva está ameaçada onde a conquistamos, como, por exemplo, em diversos países da Europa (como Portugal e Espanha) e da América do Norte, nos quais o aborto é legalizado, mas este direito é atacado na prática por cortes dos orçamentos públicos que têm como alvo os hospitais e os serviços de interrupção da gravidez. Em muitos outros países, como na América Latina e vários países da Ásia-Oceania, as mulheres que abortam seguem sendo criminalizadas, como no Brasil, Japão e Vanuatu. No México, o aborto é legalizado no Distrito Federal e criminalizado no resto do país. Em Honduras, a pilula do dia seguinte foi proibida. Na Nicarágua, o aborto mesmo em situações de risco de vida para a mãe ou em casos de estupro se torna um crime através de uma Reforma Constitucional. A Rússia segue este exemplo com a primeirda dama à frente de campanhas para proibir o aborto em qualquer situação. Grupos auto-intitulados “pró-vida” defendem na realidade a morte das mulheres, insultam a nós e às profissionais de saúde na América do Norte, pressionam o parlamento para rever a lei na África do Sul e impedem qualquer discussão no Paquistão.
Nos solidarizamos com todas as mulheres que seguem lutando e enfrentando conflitos com a polícia, o Estado e o poder judiciário injusto, bem como com aquelas que enfrentam a violência que sofrem.
Frente a estas situações, estamos nas ruas, temos alternativas que já estamos construindo e vivenciando. Reiteramos que seguiremos nos fortalecendo, a partir de nossos corpos e territórios em resistência, aprofundando nossos sonhos de transformações estruturais em nossas vidas e marchando até que todas sejamos livres!
Fazemos um chamado à articulação de nossos movimentos e às alianças com os outros movimentos sociais, pois só assim construiremos um mundo em liberdade.
Em todo o mundo, 8 de março de 2012
Vivemos uma crise do sistema capitalista, racista e patriarcal que, para se sustentar, impõe brutais “medidas de austeridade” que obrigam a nós, os povos, a pagar por uma crise que não provocamos: são cortes nos orçamentos de todos os serviços sociais, diminuição de salários e de pensões, estímulo à guerras e avanço da mercantilização de todas as esferas da vida. Nós, as mulheres, pagamos o preço mais alto: somos as primeiras a ser demitidas e, além das tarefas domésticas mais habituais, somos obrigadas a assumir as funções antes cobertas pelos serviços sociais. Tais medidas carregam o peso da ideologia patriarcal, capitalista e racista e são expressão de políticas de incentivo para que voltemos ao mundo privado, ao mesmo tempo que estimulam o avanço da prostituição e da venda das mulheres, o aumento da violência contra nós, o tráfico e as migrações.
Denunciamos a contínua imposição de acordos de livre comércio, que tentam transformar os bens comuns como saúde, educação e água em mercadorias, e aprofundam um mercado de exploração da mão de obra barata nos países do Sul. Recusamos a cultura do consumo que empobrece mais as comunidades, gerando dependência e exterminando as produções locais.
Nos solidarizamos com as mulheres em luta na Europa, especialmente na Grécia mas também em Portugal, Galicia, Estado Espanhol, Itália e Macedonia, que se estão organizando para resistir à ofensiva neoliberal e retrógrada promovida pelas instituições financeiras e políticas, e seus próprios governos, a serviço dos interesses das corporações transnacionais. Nos solidarizamos também com todas as mulheres do Sul que enfrentam a fome, a pobreza, a superexploração do trabalho e a violência, mas que seguem construindo sua resistência.
Denunciamos o avanço da militarização em todo mundo como estratégia de controle dos nossos corpos, vidas, movimentos e territórios. A militarização garante o neocolonialismo, o novo saque e apropriação do capital sobre os recursos naturais e a manutenção do enriquecimento da indústria armamentista frente à crise. Constatamos com temor a ameaça de retorno do militarismo e do autoritarismo como valores na sociedade em diferentes países ao redor do mundo, como: no Oriente Médio, na Tunisia, Líbia e Egito, onde as mulheres e os povos continuam em luta contra todo tipo de ditadura fundamentalista e por uma verdadeira democracia; na Palestina onde as mulheres lutam contra o colonialismo e o sionismo; em diversos países Africanos – como em Senegal onde o governo se utiliza da força do exército por interesses eleitorais, ou no Mali onde grupos armados aterrorizam a população civil em sua luta pelo controle da região norte; em Honduras, México, Guatemala e Colômbia onde há processos de re-militarização; e em diversos países em Ásia-Oceania onde a presença das tropas militares dos Estados Unidos está sendo reforçada.
Nos solidarizamos com as mulheres e os povos em resistência e luta em todos os territórios que estão em guerra, sob controle militar e em risco de serem controlados, ou aqueles que vivem os impactos nefastos da presença militar estrangeira. Apesar disso, nós, mulheres, continuamos defendendo nosso território, corpo e terra da exploração dos exércitos regulares e irregulares, estatais e privados.
Denunciamos a estratégia coordenada dos meios de comunicação globalizados que buscam revigorar dogmas e valores conservadores, e que põem em risco as conquistas e avanços das mulheres em todo o mundo.
Os espaços de participação são fechados, o protesto é criminalizado, e o direito a decidir sobre nossos corpos é cerceado. Nossa autodeterminação reprodutiva está ameaçada onde a conquistamos, como, por exemplo, em diversos países da Europa (como Portugal e Espanha) e da América do Norte, nos quais o aborto é legalizado, mas este direito é atacado na prática por cortes dos orçamentos públicos que têm como alvo os hospitais e os serviços de interrupção da gravidez. Em muitos outros países, como na América Latina e vários países da Ásia-Oceania, as mulheres que abortam seguem sendo criminalizadas, como no Brasil, Japão e Vanuatu. No México, o aborto é legalizado no Distrito Federal e criminalizado no resto do país. Em Honduras, a pilula do dia seguinte foi proibida. Na Nicarágua, o aborto mesmo em situações de risco de vida para a mãe ou em casos de estupro se torna um crime através de uma Reforma Constitucional. A Rússia segue este exemplo com a primeirda dama à frente de campanhas para proibir o aborto em qualquer situação. Grupos auto-intitulados “pró-vida” defendem na realidade a morte das mulheres, insultam a nós e às profissionais de saúde na América do Norte, pressionam o parlamento para rever a lei na África do Sul e impedem qualquer discussão no Paquistão.
Nos solidarizamos com todas as mulheres que seguem lutando e enfrentando conflitos com a polícia, o Estado e o poder judiciário injusto, bem como com aquelas que enfrentam a violência que sofrem.
Frente a estas situações, estamos nas ruas, temos alternativas que já estamos construindo e vivenciando. Reiteramos que seguiremos nos fortalecendo, a partir de nossos corpos e territórios em resistência, aprofundando nossos sonhos de transformações estruturais em nossas vidas e marchando até que todas sejamos livres!
Fazemos um chamado à articulação de nossos movimentos e às alianças com os outros movimentos sociais, pois só assim construiremos um mundo em liberdade.
Em todo o mundo, 8 de março de 2012
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