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sábado, 30 de junho de 2012

filmes para ampliar visões sobre sexualidade e relações de gênero

Lista de filmes para ampliar visões sobre sexualidade e relações de gênero


A Insustentável leveza do ser (EUA, 1988, Philip Kaufman). Assunto predominante: Relações de amor e política.
Amigas de colégio (Suécia, 1998, Lukas Moodysson). Assunto predominante: sexualidade na adolescência; despertar para um amor lésbico.
Amores e outras catástrofes (Australia, 1996, Emma Kate Croghan). Assunto predominante: relações de gênero e sexualidade na juventude universitária.
As Bostonianas (Inglaterra, 1984, James Ivory). Assunto predominante: O filme, baseado no livro de Henry James (1886), narra a trajetória do feminismo nascente, na Nova Inglaterra pós-guerra civil, nos EUA.
As horas (EUA, 2002, Stephen Daldry). Assunto predominante: gênero e mulheres; literatura (baseado na obra Ms. Dollowey de Virginia Woolf).
Beleza Americana (EUA, 1999, Sam Mendes). Assunto predominante: relação conjugal; gênero e sexualidade no conflito de gerações; homofobia.
Billy Eliot (Reino Unido, 2000, Stephen Daldry) Assunto predominante: Gênero e classe; identidade sexual; dança (um garoto faz ballet).
Chocolate (EUA, 2000, Lasse Hallström). Assunto predominante: gênero, sexualidade e amor; relação mãe e filha; descobertas, transgressões.
Delicada atração (Inglaterra, 1996, Hettie Macdonald). Assunto predominante: juventude e sexualidade masculina; homoerotismo.
Desejos proibidos (EUA, 2000, Jane Anderson). Assunto predominante: homossexualidade feminina em três épocas históricas diferentes e seus contextos políticos.
Eternamente Pagu (Brasil, 1987, Norma Bengell). Narra a trajetória biográfica e política de Pagu e outras personalidades da época, como Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral.
Felicidade (EUA, 1998, Todd Solondz). Assunto predominante: abuso sexual, gênero e sexualidade no contexto da decadência americana.
Felizes juntos (Wong Kar-wai, 1997, Hong Kong). Assunto predominante: homossexualidade masculina.
Frida (EUA, 2002, Julie Taymor). Assunto predominante: biografia da artista Frida Khalo; amor, relação homem-mulher; homoerotismo feminino.
Gaiola das Loucas (EUA,1996, Mike Nichols). Assunto predominante: homossexualidade masculina.
Garota, interrompida (EUA, 1999, James Mangold). Assunto predominante: gênero, sexualidade; transgressão e loucura do ponto de vista da repressão institucional.
Garotos não choram (EUA, 1999, Kimberly Peirce). Assunto predominante: sexualidade, identidade sexual e de gênero através da experiência de um/a transgênero; violência. EUA.
Geração Roubada (Austrália, 2002, Phillip Noyce). Assunto predominante: Opressão cultural e situação feminina. Sugestão enviada pela administradora Vanilde P. Ramos, visitante do nosso site.
Íris (Inglaterra, 2001, Richard Eyre). Narra a trajetória biográfica de Íris Murdoch, escritora e filósofa inglesa, sua relação com os homens, e seu casamento, até a morte por Alzheimer em 1999.
Jogo perigoso (EUA, 1986, Anthony Page). Assunto predominante: identidade sexual e gênero; tênis e transexualidade (um/a jogador/a de tênis famoso/a passa pela mudança de sexo).
Lolita (EUA, 1997, Adrian Lyne). Assunto predominante: adolescência; relacionamento inter-geracional.
Madame Satã (Brasil, 2002, Karim Aïnouz). Assunto predominante: identidade sexual, negritude, preconceito, política e arte.
Maurice (Inglaterra, 1987, James Ivory). Assunto predominante: amor e sexualidade; homossexualidade masculina.
Minha vida em cor de rosa (Bélgica, 1997, Alain Berliner) Assunto predominante: identidade sexual e gênero.
Morangos e chocolate (Cuba/México/Espanha, 1994, Tomás Gutiérrez Alea e Juan Carlos Tabío). Assunto predominante: política, repressão, homofobia e homossexualidade masculina.
O closet (França, 2001, Katharine Houghton). Assunto predominante: homofobia, relações familiares e sexualidade.
O oposto do sexo (EUA,1998, Don Ross). Assunto predominante: sexualidade; homossexualidade masculina.
O Padre (Inglaterra, 1994, Antonia Bird) Assunto predominante: religião e sexualidade; homossexualidade masculina. Inglaterra.
O Sorriso de Mona Lisa (EUA, 2003, Mike Newell). Assunto predominate: Conservadorismo, resistência e relação professora - aluna. Sugestão enviada pela administradora Vanilde P. Ramos, visitante do nosso site.
Plata quemada (Argentina, 2000, Marcelo Piñeyro). Assunto predominante: homossexualidade masculina; violência. Argentina.
Priscila, a rainha do deserto (Austrália, 1994, Stephan Elliott). Assunto predominante: homens e sexualidades; identidades e relações familiares.
Procura-se Amy (EUA, 1997, Kevin Smith). Assunto predominante: gênero e sexualidade. Homossexualidade feminina; bissexualidade.
Quando a noite cai (Canadá, 1995, Patricia Rozema). Assunto predominante: amor e sexualidade. Homossexualidade feminina.
Regras da vida (EUA, 1999, Lasse Hallström). Assunto predominante: trajetória de um rapaz que vive em um orfanato; gênero, sexualidade e aborto; religião, moral e ciência.
Será que ele é? (EUA, 1997, Frank Oz). Assunto predominante: identidade, homossexualidade masculina.
Sexo, mentiras e videotape (EUA, 1998, Steven Soderbergh). Assunto predominante: sexualidade e relação homem-mulher.
Sob o sol de Toscana (EUA, 2003, Audrey Wells) Assunto predominante: Divórcio e recomeço. Sugestão enviada pela administradora Vanilde P. Ramos, visitante do nosso site.
Thelma e Louise (EUA, 1991, Ridley Scott). Assunto predominante : cultura e sociedade, relação entre mulheres, gênero e violência.
Tomates Verdes Fritos (EUA / Inglaterra, 1991, Jon Avnet). Assunto predominante: cultura e sociedade, relação entre mulheres, gênero e violência.
Três formas de amar (EUA, 1994, Andrew Fleming). Assunto predominante: Relações amorosas. Sugestão enviada pela administradora Vanilde P. Ramos, visitante do nosso site.
Tudo sobre minha mãe (Espanha/França, 1999, Pedro Almodóvar). Assunto predominante: relações familiares e sociedade; sexualidade, soropositividade e AIDS.
Um amor quase perfeito (Itália, 2001, Ferzan Ozpetek). Assunto predominante: amores, sexualidades, identidades.
Virgina (Yugoslavia, 1991, Srdjan Karanovic). Assunto predominante: Gênero.

domingo, 24 de junho de 2012

A Insustentável leveza do ser- filme para ampliar visões sobre sexualidade e relações de gênero

A Insustentável Leveza do Ser (em checo Nesnesitelná lehkost bytí) é um livro publicado em 1984 por Milan Kundera. O romance se passa na cidade de Praga em 1968. Foi adaptado para o cinema pelo diretor Philip Kaufman sob o nome de The Unbearable Lightness of Being.

Sinopse

Nos anos 60 em Praga, Tchecoslováquia, Tomas (Daniel Day-Lewis), um médico totalmente apolítico, tem como hobby ter diversas parceiras sexuais, mas evitando sempre um maior envolvimento. Mas duas mulheres: Sabina (Lena Olin), uma artista plástica, e Tereza (Juliette Binoche), uma garçonete que sonha em ser fotógrafa, vão estar muito presentes na vida dele. Mas ao serem atingidos pelos acontecimentos de 1968, conhecido como "A Primavera de Praga", quando tanques soviéticos invadiram a capital tcheca para pôr fim a uma série de protestos, a vida deste triângulo amoroso afetada, pois seus sonhos foram destruídos e suas vidas mudariam para sempre.





O desenvolvimento dos enredos erótico-amorosos se conjuga com extrema felicidade à descrição de um tempo histórico politicamente opressivo e à reflexão sobre a existência humana como um enigma que resiste à decifração - o que lhe dá um interesse sempre renovado. Quatro personagens protagonizam essa história - Tereza e Tomas, Sabina e Franz. Por força de suas escolhas ou por interferência do acaso, cada um deles experimenta, à sua maneira, o peso insustentável que baliza a vida, esse permanente exercício de reconhecer a opressão e de tentar amenizá-la.
A Drama coloca em questão a filosofia pré-socrática de Parmênedes que dissertava sobre a relação peso/leveza. Segundo o filósofo, a problemática estava na dualidade do Ser, onde afirmava que esta dualidade surge da presença e da ausência de entidades. Por exemplo, o frio é apenas a ausência de calor, as trevas são a ausência de luz, então, embora estejamos acostumados com o novo pensamento lógico da vida, para este filósofo a relação leveza/peso afirma o peso como ausência, como não não-leveza.

Trailller


A partir desta teoria (530 a.C – 460 a.C),  constrói-se  Tomas, um personagem que se recusa a carregar o peso da vida, vivendo sem nenhum compromisso com quaisquer problemas sejam de ordem política, nas relações amorosas, enfim, o personagem escolhe ser “leve”, ou seja, livre. O enredo também nos leva aos poucos à meditação Nietzscheana, quando pondera sobre o Eterno Retorno, teoria que prevê o angustiante vazio para quem assume levar uma vida linear, longe de buscas e aventuras.
Segundo Nietzsche a vida é um eterno retorno, porque precisamos, temos a obrigação de errar e voltar a errar quantas vezes for necessário desde que não cometamos o primário erro humano de levarmos uma vida dentro de um ciclo de mesmices. Esta teoria de Nietzsche nos convence, em suma, a levarmos uma vida de liberdade, uma vida que valha a pena ser vivida.
O autor trata ainda, da questão da Compaixão. Através da história, vemos que Compaixão nada mais é que um terrível sentimento de superioridade de um indivíduo sobre o outro que sofre. E na incapacidade egoísta deste indivíduo superior de sentir a dor do outro, faz com que o outro sofra duas vezes sua dor. Esta metáfora  é utilizada para construir a relação de Tomas com Teresa, porque Teresa é uma moça simples, do Interior, enquanto Tomas é um rapaz rico, médico renomado e muito bonito. Mas ainda existe Sabina, mulher com quem Tomas mantém uma realação amorosa de liberdade longe dos padrões pré-estabelecidos.
A sexualidade/sensualidade é um elemento importante no filme, e não à toa: a busca da beleza verdadeira, livre, pode estar, dentre muitos outros caminhos, aí.
O fechamento da obra é permeado pelo "incompleto". Tão somente a leveza paira sobre as personagens, Sabina pinta nuvens escuras que anunciam o "peso" de uma tempestade.
O filme termina como todas as possibilidades da vida: nunca se sabe o que poderia ter sido. É o "se", a conjectura, naturalmente inútil ao se tratar de escolhas já feitas, de caminhos já percorridos.

Quero dividir com vocês alguns trechos do livro e algumas partes que me marcaram. E se vocês se sentirem tocados como eu,  leiam a história completa, para que possam tiram também suas conclusões:
-        Transar com uma pessoa e dormir com ela, são coisas muito diferentes. O amor não se manifesta pelo desejo de fazer amor (esse desejo se aplica a uma série inumerável de pessoas), mas pelo desejo do sono compartilhado (este desejo diz respeito a uma só pessoa). Algumas pessoas com quem dormimos nos permitem viver isso. Dormir com alguém ao lado pode ser uma experiência muito mais profunda do que sexo em si. Mas não é uma experiência que se pode ter com qualquer um.
-        O que faz nos apaixonarmos por uma pessoa, e não por outra, visto que há diversas pessoas que admiramos ao longo da vida? Segundo Kundera, podemos encontrar pessoas das quais gostamos, apreciamos o caráter, inteligência, que estamos prontos para ajudar quando preciso. Mas existe no cérebro uma zona específica, que poderíamos chamar de “memória poética” que registra o que nos encantou, o que nos comoveu, o que dá beleza a nossa vida. Assim que alguém ocupa essa nossa memória poética, varremos todos os traços de outras pessoas. Só existe lugar para uma pessoa por vez.

- O drama de uma vida pode ser explicado pela metáfora do peso. Dizemos que temos um fardo sobre os ombros. Algumas pessoas aceitam carregá-lo, outras não. Essa é a verdadeira insustentável leveza do ser.
- É impossível sermos verdadeiros vivendo em público. Só conseguiríamos viver dentro da verdade, se estivéssemos sozinhos. Se há qualquer pessoa junto, nos adaptamos de um jeito ou de outro aos olhos dos que nos observam.
- Há pessoas que vivem de uma forma leve, outras que não suportam esse modo de vida. Um não é melhor que o outro, já que os dois podem trazer sofrimento.
- Somos forçados a nos portarmos de uma certa forma para sermos aceitos na sociedade. Em tudo, com a família, amigos, nos relacionamentos. Como falou Kundera, “nunca poderemos saber com certeza total em que medida nosso relacionamento com o outro é o resultado de nossos sentimentos, de nosso amor, de nosso não-amor, de nosso ódio. [...] A verdadeira bondade do homem só pode se manifestar com toda pureza, em relação aqueles que não representam nenhuma força. O verdadeiro teste moral da humanidade (o mais radical, num nível tão profundo que escapa a nosso olhar), são as relações com aqueles que estão a nossa mercê: os animais.”
LER LIVRO AQUI

Referências:

Filme: A Insustentável leveza do Ser

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Sexo por compaixão (sociedade feminista)

Décima sexta indicação de filme para estudos de Gênero e Feminismo, Sexo por compaixão (sociedade feminista)
Escrito e dirigido por uma mulher (Laura Mañá), o filme, SEXO POR COMPAIXÃO (Sexo por Compassíon) é uma comédia dramática que se passa num vilarejo mexicano, contando a história de Dolores (interpretada pela atriz francesa Elisabeth Margoni), uma mulher madura de cerca de cinquenta anos. Reconhecida por todos como muito piedosa, por sua bondade excessiva, ela acaba abandonada pelo marido, Manolo (José Sancho), que não suporta mais tanta generosidade. Eles moram em um povoado desolado, onde reinam a tristeza e a resignação. Mesmo desesperada e querendo trazer seu amado de volta, ela acredita no futuro.
Um dia, Dolores resolve pecar pela primeira vez em sua vida. Ela acaba dormindo com um desconhecido que passou por aquelas bandas. Sem querer, ela lhe salva a vida e o suposto pecado converte-se em uma obra de caridade. Dolores - que muda de nome para Lolita - passa a dedicar sua vida às obras de caridade. Mas não as usuais, muito pelo contrário. Ela resolve entregar-se de corpo e alma ao povoado. Principalmente o corpo, já que passa a espalhar o bem ao fazer sexo com vários homens. E é a partir dessas relações sexuais por compaixão, como diz o título, que ela vai ajudar a devolver a cor e a alegria de um povoado que se encontra imerso em tristeza.
Numa brincadeira, o filme ganha cor e a cidade torna-se mais alegre, até Manolo, “marido da santa”, voltar e descobrir a nova ocupação da esposa. Revoltado, ele briga com ela e a tristeza volta a reinar. Em defesa de Dolores (e em busca da alegria que os maridos perderam), as mulheres do povoado decidem dar uma lição em Manolo, mostrando como é difícil o papel que sua esposa desempenha.
Uma velhinha, interpretada por Leticia Huijara, é responsável por arrancar várias gargalhadas do público, já que insiste em passear pelo vilarejo com seus passos trôpegos enquanto tira fotos nada discretas de tudo o que acontece: sua função seria a de mostrar a memória do vilarejo por meio de suas próprias lembranças de um lugar bonito, com pessoas muito alegres, que se mostra depois um lugar sem vida e triste.
O alegre universo criado pela diretora Laura Mañá tem espaço até mesmo para prostitutas itinerantes, que percorrem o interior do país em uma caminhonete vermelha trazendo o cartaz “Putas”. O filme é dirigido e escrito pela estreante Laura Maná, que atuou como roteirista. O roteiro é habitado por uma galeria de personagens interessantes e muito divertida.
Comentário feminista: O filme consegue tratar de temas feministas sem dar a eles um tom dramático ou panfletário que só provocariam repulsa “as pessoas não-entendidas”.  A história analisa as limitações impostas por uma sociedade patriarcal sobre a sexualidade de homens e mulheres de cultura cristã. Entre os vários pontos altos do filme, está a cena em que nos defrontamos com o famoso antagonismo prostituta vs “mulher séria”. Outros desconcertantes acertos do roteiro estão em estabelecer uma profunda relação de carência afetiva e insatisfação sexual entre os sexos femininos e masculinos, revelar a "verdade biológica" sobre a potência sexual masculina, além de criar cenas bem “didáticas” sobre comportamentos de “cumplicidade” masculina e tradicionais angústias femininas. Este é com certeza, desde sua realização a concepção da história, o mais feminista dos filmes que já assistimos, pois Laura Mañá evitou a todo custo reproduzir qualquer dos estereótipos machistas comuns do cinema (um dos exemplos que podemos citar sem estragar o grande prazer de assistir a película é o fato da protagonista ser totalmente fora dos padrões de beleza atuais). Sexo por compaixão é belíssimo e obrigatório para qualquer feminista.  Vejam o trailer:
O filme pode ser utilizado como auxílio à discussão de temáticas sobre as relações de gênero. Ele levanta a discussão sobre a misoginia — a aversão, o desprezo e o ódio às mulheres que abandonam suas qualidades ou atributos de feminilidade convencionais. Trata também do machismo e do poder do homem sobre a mulher; do sexismo, que é pautado no principio da superioridade de um gênero sobre o outro; do heterossexismo, que é uma forma de opressão e discriminação, baseada na orientação sexual e no binarismo ativo/passivo; da sexualidade, que está presente em todo filme, tanto pela generosidade de Lolita quanto através das prostitutas e outros personagens. O filme envolve ainda outros temas: a identidade sexual e de gênero; a violência de gênero (visível nas ofensas que as prostitutas e que Lolita receberam); os estereótipos da mulher e do homem; as diferenças; as desigualdades; e as discriminações das mulheres prostitutas.
Uma outra proposta de  atividade é explorar a linguagem que o filme aborda, trabalhando o significado das palavras que são ditas; anotar e destacar as cenas mais importantes, para a discussão
Tudo no filme propicia elementos para que possam ser estudadas as relações de gênero, como o jogo sensual que é feito por algumas mulheres, os nomes dados aos personagens, o sugestivo título do filme e as cores que retratam a mudança de humor de Lolita. 

A roteirista também brinca com os nomes dos personagens, já que cada um tem relação com o tema em questão; um exemplo disto são os nomes dados à personagem principal do filme: Dolores é associável ao sofrimento (significa “dores, pesares”, em Espanhol) e mesmo que tentasse ajudar as pessoas, passando lealdade e confiança por onde passava, sua vida pessoal era uma lamentação. Já o segundo nome que adota, Lolita, é um nome muito sensual e de forte impacto — Lolita foi título de um romance em língua inglesa, de autoria do escritor russo Vladimir Nabokov, publicado pela primeira vez em 1955, que trata de uma ninfeta e sua influência sobre o escritor, o que é ressaltado pelo fim trágico do personagem.
Outro ponto que o filme coloca é a critica às atitudes machistas típicas dos homens latino-americanos, que ganham um aspecto mais influente em comunidades conservadoras e pequenas, como a Lolita.


Sites de Livros:
Diversidade na Educação: experiências de formação continuada de professores http://unesdoc.unesco.org/images/0015/001545/154577POR.pdf

Educação na diversidade: experiências e desafios na Educação Intercultural Bilíngüe http://unesdoc.unesco.org/images/0015/001545/154581POR.pdf
Gênero e Educacão para Todos. O SALTO RUMO À IGUALDADE http://unesdoc.unesco.org/images/0013/001324/132480por.pdf
 Educação como exercício de diversidade. http://unesdoc.unesco.org/images/0014/001432/143241POR.pdf
RAÇA E GÊNERO NO SISTEMA DE ENSINO. Os limites das políticas universalistas na Educação
Gênero e Diversidade Sexual na Escola: reconhecer diferenças e superar preconceitos http://portal.mec.gov.br/secad/arquivos/pdf/escola_protege/caderno5.pdf
Sites Recomendados sobre o filme:

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

As virgens suicidas (sexualidade na adolescência)

 Segunda indicação da lista de filmes : As virgens suicidas (sexualidade na adolescência)
Dirigido e roteirizado por Sofia Coppola, este filme narra a história de 5 belas adolescentes americanas que em pleno auge da liberdade sexual estadunidense são sexualmente reprimidas pelos seus pais, especialmente a mãe extremamente religiosa. Comentário feminista: Apesar de se basear num livro escrito por um homem e narrado pelo ponto de vista dos garotos, a história lança um sensível olhar sobre a prisão sexual em que se encontram as jovens mulheres (e homens) em sociedades de forte apelo religioso cristão. O filme, já em seus primeiros minutos, possui um dos mais fantásticos diálogos feministas já escritos sobre o que significa ser uma adolescente mulher que tem sua sexualidade reprimida e observa o mundo através de um criterioso olhar sobre de como estão estabelecidas as bases da desigualdade entre o ser mulher e ser homem. Ideal para se passar em oficinas em que  adolescentes debatem os temas de gênero e sexualidade.
 Veja Trailer do filme