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sábado, 28 de janeiro de 2012

Mercado de trabalho mantém desigualdade para mulheres e negros



 

(O Estado de S. Paulo) Entre as mulheres, o desemprego ficou em 7,5%. A média nacional foi de 4,7% em dezembrodesemprego. Entre raças, a desigualdade é ainda maior: a renda dos brancos foi o dobro da de pessoas de cores preta e parda.
Leia em pdf:
Mercado de trabalho mantém disparidade (O Estado de S. Paulo - 27/01/2012)

(O Estado de S. Paulo) A renda do trabalhador brasileiro apresentou cenário favorável em 2011, mas as disparidades nos ganhos ainda persistem. As mulheres ganharam, em média, 28% a menos do que os homens em 2011, segundo o gerente da Pesquisa Mensal de Emprego (PME) Cimar Azeredo. No ano passado, em média, as mulheres ganharam R$ 1.343,81 contra R$ 1.857,64 dos homens.
Isso ocorre num ano em que o rendimento médio mensal habitualmente recebido no trabalho principal, de homens e de mulheres, foi estimado em R$ 1.625,46. A quantia é equivalente a aproximadamente três salários mínimos, e foi o valor anual médio mais elevado desde 2003, 2,7% superior a 2010.
A disparidade não atingiu somente gênero, mas também raça. No ano passado, os trabalhadores de cor preta ou parda ganhavam, em média, pouco mais da metade do rendimento recebido pelos trabalhadores de cor branca. As médias anuais de renda, em 2011, foram de R$ 1.073,22 para os trabalhadores de cor preta e de R$ 1.121,44 para os de cor parda, enquanto a dos trabalhadores de cor branca foi de R$ 2.050,25.


Acesse em pdf:
Mulheres ganharam 28% a menos do que os homens em 2011 (O Estado de S. Paulo - 26/01/2012)
Fonte: Agência Patrícia Galvão e Catolicas pelo direito de decidir

domingo, 25 de dezembro de 2011

A excêntrica família de Antônia (matriarcado)

Décima terceira indicação de filme para estudos de Gênero e Feminismo,
A excêntrica família de Antônia descreve as relações de matriarcado.

A fábula conta a história da Antônia que, ao voltar à vila onde nasceu, estabelece em uma comunidade matriarcal. As relações pessoais giram em torno da família, dos moradores da vila, pessoas violentadas, além da possível amizade entre os gêneros feminino e masculino, na figura de um velho filósofo “heremita” (estudioso de Schopenhauer e Nietzsche).
Comandada por Antonia, a saga familiar atravessa três gerações, falando de força, de beleza e de escolhas que desafiam o tempo. Nesse universo conhecemos curiosos personagens, como o filósofo pessimista, a netinha superdotada, a filha lésbica, a avó louca, o padre herege, a amiga que adora procriar, a vizinha que sofre abusos sexuais e os muitos amigos que são acolhidos por sua generosidade.
Comentário feminista: obra prima do cinema holandês, e vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro, "A excêntrica família de Antônia" é um filme feminista por excelência. Dirigido por uma mulher (Marleen Gorris), a película estabelece um cem número de paralelos de como poderiam ser (ou eram) as relações pessoais dentro de uma sociedade matriarcal, onde a maternidade não é uma imposição social e nem uma divindade, mas um processo tão comum quanto a própria morte. Destacamos as cenas em que a neta de Antônia estabelece uma sensível e direta relação de afeto e respeito com um idoso, sem que nenhum dos dois infantilize o outro. Belíssimo, indicado para qualquer pessoa que deseje introduzir-se em assuntos filosóficos e conhecimento feminista. Vejam o trecho do filme: 






Fonte: Maças Podres

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Libertárias (feminismo de ideologia operária e anarquista)

Libertárias (feminismo de ideologia operária e anarquista)
Sexta Indicação de estudo: O filme narra a história do grupo de militantes anarquista da organização femininista do movimento libertário espanhol chamada "Mulheres Livres", nos primeiros dias da Guerra Civil Espanhola.
 
Comentário feminista: Se, enquanto filme, é possível que surjam criticas sobre a maneira que as personagens são apresentadas (existem clichês estereotipados sobre os comportamentos femininos), todavia, enquanto material feminista, há várias cenas que podem muito bem ilustrar a curiosidade de feministas sobre questões históricas, como por exemplo: a visão participativa de mulheres em guerras, pouco apresentada em livros didáticos, e as ideologias feministas de base anarquista e operária muito populares no início do século XX, e hoje extremamente censuradas e invisibilizadas pela grande mídia e história oficial. Indicado para feministas militantes de outros movimentos sociais que querem ampliar sua visão ideológica e que não se satisfazem com o papel de colaboracionaistas do Estado ou secretárias de partido. Veja o trailer: