segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Chamada de Michelle Bachelet para que governos tomem medidas concretas pelo fim da violência contra mulheres

Michelle Bachelet: A violência contra mulheres e meninas

Esse é o momento para que todos os governos assumam a responsabilidade diante da violência contra suas cidadãs e tomem medidas concretas.

Por Michelle Bachelet na
Folha de S. Paulo


Quando eu era menina, no Chile, escutei muitas vezes um ditado popular: "Quem te ama, te incomoda". Ele significa algo como "quem te ama, te trata mal".
Essa frase — aceita sem muitos questionamentos — hoje, por todos os motivos, se tornou o que verdadeiramente é: um silêncio cúmplice diante da violação dos direitos humanos das mulheres.

Neste 25 de novembro, comemoramos o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra as Mulheres. Nas últimas décadas, testemunhamos grandes avanços: hoje, 125 países têm leis específicas que penalizam a violência doméstica, algo inimaginável há 20 anos.

O Conselho de Segurança da ONU reconheceu a violência sexual como tática de guerra deliberada e planejada. E o direito internacional deu passou sólidos e definitivos para condenar e investigar os crimes de violência sexual durante e depois de um conflito.

No entanto, este 25 de novembro nos encontra, novamente, distantes de nossos objetivos de que milhões de mulheres e meninas vivam livres de discriminação e violência.

Hoje, 603 milhões de mulheres e meninas vivem em países onde a violência doméstica ainda não é considerada crime.

Diariamente, o femicídio assola os nossos países, em alguns sob a mais absoluta impunidade. Mais de 600 mil mulheres e meninas são traficadas através das fronteiras a cada ano, a grande maioria para fins de exploração sexual.

A pergunta é: que mais podemos fazer para enfrentar esse flagelo? Há informação e diagnósticos, mas faltam investimento constante e sustentável e vontade política dos governos nacionais e locais.

Esse é o momento para que os governos de todo o mundo assumam a responsabilidade diante da violência contra suas cidadãs, tomem medidas concretas e transparentes, e assumam compromissos mensuráveis. Da parte da ONU Mulheres, vamos intensificar nossos esforços para colaborar com os governos a enfrentar essa tragédia.

Propomos um programa de ação com 16 medidas concretas focadas em prevenção, proteção e provisão dos serviços públicos essenciais para proteger e erradicar a violência contra as mulheres. Isso requer liderança, leis eficazes e uma Justiça inequívoca para julgar os agressores e acabar com a impunidade.

Estamos liderando uma iniciativa global para proporcionar às mulheres e meninas o acesso universal a instâncias de apoio às vítimas, com atendimentos nas primeiras 24 horas para sua segurança e para a segurança de seus filhos e filhas, locais de acolhimento, assessoramento, apoio psicossocial e acesso a Justiça gratuita e eficaz.

Homens, líderes, juízes, empresários, esposos, companheiros, filhos, irmãos e amigos têm um papel fundamental. É por meio da educação, de campanhas de sensibilização pública, de programas e políticas públicas que poderemos enfrentar com eficácia essa realidade. O empoderamento das mulheres, sua liderança e decisão não são suficientes. Nós precisamos do envolvimento de todos para deter, prevenir e tratar a violência.

A democracia, o futuro dos países, o presente de nossas famílias, a convivência das pessoas que estão próximas de nós, a educação de nossas comunidades, nossas economias e a paz no mundo são ameaçadas quando a violência se alastra diante dos nossos olhos, à vista e com a complacência de todos nós, e não somos capazes, como sociedade, de dar resposta que salve a vida das mulheres e de seus filhos.

*Michelle Bachelet é diretora-executiva da ONU Mulheres. Foi presidente do Chile (2006-2010).

 Leia o artigo completo: A violência contra mulheres e meninas, por Michelle Bachelet (Folha de S.Paulo - 25/11/2011)

Veja também:
ONU lança campanha para acabar com violência contra a mulher (Terra - 23/11/2011)
Violência contra a mulher deve ter tolerância zero, diz Secretário-Geral da ONU (Pnud - 25/11/2011)
Início da campanha ‘16 Dias de Ativismo’ marca Dia Internacional de combate à violência contra mulher (Adital - 25/11/2011) 

Manifesto Publico da União Brasileira de Mulheres

A União Brasileira de Mulheres (UBM) também esta em 16 dias de ativismo e divulga um manifesto público para reafirmar a luta dos movimentos contra as agressões em mulheres e meninas. Confira abaixo.


 
A União Brasileira de Mulheres (UBM) – por seu histórico de lutas em defesa dos direitos e emancipação da mulher – reafirma seu compromisso com a defesa dos direitos humanos das mulheres como instrumento da construção de um mundo justo, fraterno e solidário neste 25 de novembro, o qual marca os 30 anos do Dia Internacional de Combate à Violência contra as Mulheres.
 
Por que lembrar essa data?

O dia 25 de novembro faz parte do calendário de lutas do movimento de mulheres e foi definido no I Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe, realizado em 1981, em Bogotá, Colômbia. Em todo o mundo o combate à violência contra a mulher se constituiu em uma preocupação fundamental dos movimentos sociais, principalmente assumido pelo movimento feminista e de mulheres em meados da década de 1970.

Uma vida sem violência é um direito das mulheres

A Campanha 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres no Brasil, realizada entre os períodos de 20 de novembro a 10 de dezembro, dá visibilidade às diferentes formas de violência, ainda presentes no cotidiano de muitas mulheres, com a finalidade de sensibilizar a sociedade e cobrar do Estado o seu enfrentamento, que só se dará com a implantação de políticas públicas.

Uma realidade que preocupa

Temos o direito humano a uma vida sem violência. Por isso é que quando se materializa a violência contra a mulher, principalmente a violência doméstica, todo mundo perde. Por isso, o enfrentamento tem que combinar uma discussão ampla, que nos permita desvendar e desconstruir as amarras da cultura milenar que estruturou e consolidou as desigualdades de gênero.

Devemos nos informar cada vez mais, pois a percepção social da violência está mudando; precisamos cada vez mais trazer o que está na lei para a vida das mulheres.

Pela efetivação das políticas públicas

O silêncio é cúmplice da violência e pai da impunidade. Por isso mesmo, é fundamental que toda sociedade denuncie a violência contra as mulheres e meninas que ainda ocorre em silêncio em tantos lares e no conjunto da sociedade.

Exigimos das autoridades a ampliação das políticas públicas para pôr fim à violência contra as mulheres e meninas, com as casas abrigo, as delegacias da mulher e o encaminhamento das demais medidas protetivas e de atendimento previstas em lei tanto para as mulheres, como também para os agressores.

Dados sobre a violência doméstica


Em pesquisa da Avon/Ipsos, 59% dos entrevistados declararam conhecer alguma mulher que já sofreu agressão (65% das mulheres e 53% dos homens). Desses 59%, 63% fizeram algo para ajudar, sendo que as mulheres entrevistadas foram mais proativas com as vítimas. 44% conversaram com elas, 28% orientaram a buscar ajuda jurídica ou policial/serviço de ajuda especializado. Seis em cada dez entrevistados conhecem alguma mulher que sofreu violência doméstica.

Pela completa aplicação da Lei Maria da Penha

Vivemos num país patriarcal e machista, onde a violência contra as mulheres e meninas ainda é naturalizada. Temos de reagir a isso. A mulher precisa confiar que pode mudar essa realidade. Há poucos anos, os casos de violência passavam despercebidos. Hoje, as pessoas têm auxiliado as mulheres a procurar apoio. A existência da lei "desnaturaliza" a violência e, com isso, as pessoas se tornam mais ativas ajudando as mulheres a pedir proteção.

A Lei Maria da Penha é um instrumento na luta pelo fim da violência contra as mulheres. Precisamos estar vigilantes a sua efetiva aplicação para que aumente o número de juizados especializados e de serviços de atendimento às vítimas em agressores, pois sem isso, contamos apenas com a parte repressiva da lei e isso não é suficiente para garantir a integridade e dignidade das vítimas.

Ainda segundo pesquisa da Avon, 94% afirmam conhecer a lei, mas apenas 13% a conhecem muito bem. A maioria das pessoas (60%) pensa que, como consequência do acionamento da lei, o agressor vai preso. Contudo é preciso que as mulheres confiem nessa lei, o que não vem ocorrendo devido á falta de estrutura para sua correta aplicação; precisamos mudar essa realidade, pois superar a violência contra a mulher passa por radicalizar o acesso a políticas de prevenção e de coibição da mesma.

Ligue 180

Dados da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 –, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM). Em cinco anos, o serviço recebeu quase dois milhões de ligações. Segundo dados do governo federal, 40% das vítimas que fazem a denúncia convivem com o agressor há mais de dez anos.

Fonte: União Brasileira de Mulheres (UBM)

Ecologia se constrói num mundo sem violência contra a mulher!


Continuando, pelos 16 dias de ativismo que se iniciaram no mundo no dia  25 de novembro, data que marca  o Dia Internacional de Combate á Violência contra a Mulher. Estou publicando parte da reportagem Cíntia Barenho do CEA que também " estamos engajados nessa luta, uma vez que um mundo ecologicamente sustentável, passa necessariamente pela equidade de gênero, equidade entre mulheres e homens."
Combater a violência contra a mulher é luta cotidiana das mulheres e de alguns homens ( e espera-se cada vez mais) e não se restringe apenas a violência física, psicológica, patrimonial entre outras. Existe também a violência institucional e a violência política (Leia mais aqui). Como será que a ecopolítica vem sendo construída nos espaços do movimento ecológico, de sua entidade ambientalista? Homens e Mulheres tem os mesmos espaços de poder? Ou ainda são os homens que estão a frente dos processos? São eles os que palestram? São os homens que coordenam as reuniões? São as mulheres que secretariam as reuniões? Enfim, são questões importantes que muitas vezes se “diluem” nos processos, reforçando um papel diferenciado entre homens e mulheres, nos quais são as mulheres que tem seus papeis inferiorizados, menosprezados.
A identidade social da mulher, assim como a do homem, é construída através da atribuição de distintos papéis, que a sociedade espera ver cumpridos pelas diferentes categorias de sexo. A sociedade delimita, com bastante precisão, os campos em que pode operar a mulher, da mesma forma como escolhe os terrenos em que pode atuar o homem. (SAFFIOTI, Heleieth. O poder do macho)
Nós mulheres e homens ecologistas, assim como não toleramos a degradação da natureza, também não podemos ser complacentes ao inúmeros processos de opressão que as mulheres sofrem diariamente. A opressão da natureza, a opressão das mulheres (e de uma série de minorias que são na verdade maiorias) é um dos meios do modelo capitalista neoliberal se sustentar, se reproduzir. Assim o capitalismo encontra base material na superexploração da mulher no mundo do trabalho produtivo e reprodutivo. Frente a natureza, trata dos seus elementos, como meros recursos naturais, recursos feitos para exploração massiva afim de alguns acumularem capital.
Assim buscamos o entendimento e a retomada da ideia de que nós seres humanos, somos parte integrante e interdependente da natureza, e portanto, não somos seres superiores a esta ou ainda imbuídos do poder de explorar e controlar ilimitadamente a natureza apesar da mesma ser limitada. E ainda, buscamos desconstruir a ideia de desigualdade entre homens e mulheres atribuida meramente à cultura ou a à biologia. A desigualdade histórica entre homens e mulheres é uma construção de relações sociais e ideológicas (solidificadas na alienação), nas quais precisamos romper.
Sendo assim, a luta ecológica também é uma luta feminista e anti-sexista!

Saiba mais sobre Feminismo no blog da MMM-RS e acompanhe a mais sobre a blogagem coletiva pelo #FimdaViolênciacontraMulher

Fonte: 


sexta-feira, 25 de novembro de 2011

#FimDaViolenciaContraMulher - Minha leituras de Blogs Hoje

 SOBRE VIOLÊNCIA POLÍTICA

Escrito por Luka - Violência contra mulher é também não garantir sua inclusão nos espaços políticos
Las Mariposas, como eram conhecidas as irmãs Mirabal – Patria, Minerva e Maria Teresa – foram brutalmente assassinadas pelo ditador Trujillo em 25 de novembro de 1960 na República Dominicana. Neste dia, as três irmãs regressavam de Puerto Plata, o­nde seus maridos se encontravam presos. Elas foram detidas na estrada e foram assassinadas por agentes do governo militar. A ditadura tirânica simulou um acidente. Minerva e Maria Teresa foram presas por diversas vezes no período de 1949 a 1960. Minerva usava o codinome “Mariposa” no exercício de sua militância política clandestina. Este horroroso assassinato produziu o rechaço geral da comunidade nacional e internacional em relação ao governo dominicano, e acelerou a queda do ditador Rafael Leônidas Trujillo. (RODRIGUES, Janaína. 25 de novembro: Dia Internacional de Combate à Violência contra as Mulheres)
Combater a violência contra a mulher é luta cotidiana das mulheres e de alguns homens e não se restringe apenas a violência física, psicológica, patrimonial e tantas outras, existe também a violência institucional e a violência política e este post falará sobre isso: Violência política. Abrindo também a série de posts para os 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra Mulher.
 Leia reportagem completa AQUI

Abaixo segue Chamada de outros artigos e e noticias, é so clicar no título que você sera direcionada/direcionado para o site:

SANTOS (SP):COMULHER lança Gibi BASTA! Diga Não à Violência contra a Mulher em solenidade na Prefeitura

Coquetel fatal de violações e impunidade 

Campanha pelo fim da violência contra a mulher começa hoje em mais de 160 países 

O tema da campanha este ano é Desde a Paz no Lar até a Paz no Mundo: Desafiemos o Militarismo e Terminemos com a Violência contra as Mulheres. O objetivo é buscar celeridade em inquéritos policiais e processos, além de sensibilizar da população sobre a importância de denunciar casos de violência contra mulheres.

Brasileiras vítimas de violência no exterior ganham serviço de apoio 

Secretaria de Promoção da Igualdade Racial cobra aprovação do projeto sobre cotas 

Chamada Blogagem Coletiva: Fim da Violência Contra a Mulher 

Campanha Quem ama, abraça, pelo fim da violência contra as mulheres 

GOIÂNIA: Câmara aprova o projeto da criação da Secretaria da Mulher 

Afegã é condenada a 12 anos de prisão por ter sido estuprada 

Frente e Verso: visões da lesbianidade

 

 

 Senadora Marta pede providências do presidente da Câmara contra Jair Bolsonaro 

CEARÁ: Advogado que matou esposa vai a júri depois de 15 anos

 Direitos Humanos – afinal, para quem?

Flashmob com Batucada! Pelo fim da violência contra mulheres e meninas - a coreógrafa e performancer Carina Sehn mostra os movimentos que representam  as agressões e as dores sentidas pelas mulheres vítimas de todo tipo de violência. 

Racismo e sexismo na mídia: uma questão ainda em pauta Rio de Janeiro, 29 de novembro a 1º de dezembro de 2011

Diálogos - Liberdade de Expressão e Diversidade de Gênero - Veet Vivarta

Dilma diz que, no Brasil, 'a pobreza tem duas faces: negra e feminina' 

Para Cfemea, faltam verbas e ações para combater violência contra mulheres

 Abraços, na luta #FimDaViolenciaContraMulher

 

 


 

 

 

Tuitaço pelo fim da violência contra mulher

Nesta sexta-feira, 25 de Novembro, é o Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher. O Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia das Nações Unidas convida à todas e todos a participarem da Campanha #DigaNão à Violência Contra as Mulheres e Meninas nas Redes Sociais.

Esta iniciativa deve ser entendida como uma ação de toda a sociedade brasileira, comprometida com os valores e princípios dos direitos humanos e com o enfrentamento à violência contra a mulher.

Dados sobre a violência contra a mulher
Entre 1997 e 2007, 41.532 mulheres morreram vítimas de homicídio – índice de 4,2 assassinadas por 100 mil habitantes. Isso corresponde ao assassinato de 10 mulheres por dia no Brasil. Elas morrem em número e proporção bem mais baixos do que os homens (92% das vítimas), mas o nível de assassinato feminino no Brasil fica acima do padrão internacional. As taxas de assassinatos femininos no Brasil são mais altas do que as da maioria dos países europeus, conforme o Mapa da Violência 2010, cujos índices não ultrapassam 0,5 caso por 100 mil habitantes, mas ficam abaixo de nações que lideram a lista, como África do Sul (25 por 100 mil habitantes) e Colômbia (7,8 por 100 mil).
Una-se pelo Fim da Violência contra as Mulheres
A campanha do Secretário-Geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, UNA-SE pelo fim da violência contra as mulheres, convoca os governos, a sociedade civil, as organizações de mulheres, os jovens, o setor privado, a mídia e todo o Sistema ONU para unir forças na erradicação do fenômeno global da violência contra as mulheres e meninas. Saiba mais em www.onu.org.br/unase.

Agenda:
Tuitaço pela Eliminação da Violência Contra Mulheres e Meninas
Quando: 25/11 – sexta-feira
Onde: Redes Sociais da Internet
Como: Publique mensagens com a hashtag #DigaNão.

Veja abaixo algumas sugestões de Twitts do Programa Interagencial, crie o seu, divulgue e participe!

GERAL
Brasileiro #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Brasileira #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Homem #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Mulher #DigaNão a violência contra mulheres e meninas 

POR ESTADO
Acreano #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Acreana #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Alagoano #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Alagoana #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Amapaense #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Amazonense #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Baiano #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Baiana #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Cearense #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Capixaba #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Goiano #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Goiana #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Maranhense #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Mato-Grossense #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Sul-Mato-Grossense #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Mineiro #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Mineira #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Paraense #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Paraibano #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Paraibana #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Paranaense #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Pernambucano #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Pernambucana #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Piauiense #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Carioca #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Potiguar #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Rondonense #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Roraimense #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Catarinense #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Paulista #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Sergipano #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Tocantinense #DigaNão a violência contra mulheres e meninas 

POR TIME DE FUTEBOL
Flamenguista #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Corinthiano #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Corinthiana #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Sãopaulino #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Sãopaulina #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Palmeirense #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Vascaíno #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Vascaína #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Gremista #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Cruzeirense #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Santista #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Atleticano #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Atleticana #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Colorado #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Colorada #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Torcedor@ do Sport #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Botafoguense #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Torcedor@ do Bahia #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Torcedor@ do Fluminense #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Torcedor@ do Vitória #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Torcedor@ do Coritiba #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Torcedor@ do Remo #DigaNão a violência contra mulheres e meninas
Torcedor@ do Paysandu #DigaNão a violência contra mulheres e meninas 
 Ou ainda com suas palavras e

Fonte: Programa Interagencial de Promoção da Igualdade de Gênero, Raça e Etnia http://www.generoracaetnia.org.br
 

Elton John- ( Vela ao Vento) Candle In The Wind. with lyrics


 

 Traduzindo a letra

Vela ao Vento

Adeus, Norma Jean,
Embora eu nunca a tenha conhecido
Você possuía o encanto de se manter de pé
Enquanto todos à sua volta rastejavam.
Como cupins saídos das madeiras,
E sussuravam para a sua mente,
E a colocaram num moinho, dando voltas
E a fizeram mudar de nome.

E me parece que você viveu sua vida
Como uma vela ao vento,
Sem saber onde se agarrar
Quando a chuva chegava.
E eu adoraria tê-la conhecido
Mas eu era só um garoto,
Sua vela queimou muito antes
Da sua lenda se apagar.

A solidão era difícil,
Foi o papel mais difícil que você encenou.
Hollywood criou uma superstar
E a dor foi o preço que você pagou.
Até mesmo quando morreu
A imprensa ainda lhe explorou -
Tudo que os jornais tinham a dizer
Foi que Marilyn foi encontrada morta nua.

Adeus, Norma Jean,
Do jovem que aos 22 anos
Lhe enxerga como algo muito mais que sexual,
Muito mais do que apenas nossa Marilyn Monroe.












































Elton John- Candle In The Wind. with lyrics - YouTube

Até quando? Mães que abandonam e mães abandonadas

Neste dia de Luta pela não violência contra mulher, me deparei com este artigo com o título Mães que abandonam e mães abandonadas" no Blog das Católicas pelo Direito de Decidir escrito por Maria Antonieta Pisano Motta .
Neste dia de Luta pela noão violencia contra mulheres, vamos refletir também sobre esta violência.Cito aqui algumas de suas colocações:

ALÉM DA ADOÇÃO
Inicia o texto assim "A tragédia do abandono de crianças se repete, inunda o noticiário e comove a opinião pública sem suscitar ações capazes de solucionar ou pelo menos atenuar significativamente os problemas sociais que a motivam. Para transformar essa realidade, precisamos superar mitos, temores e maniqueísmos"

SOBRE O MITO DO AMOR MATERNO
"O mito do amor materno nos impede de examinar com objetividade e clareza a questão para que possamos encontrar as soluções necessárias e adequadas para tal quadro, que retrata uma realidade social crônica, grave, mas que só vem à tona quando bebês boiam em lagoas."

SOBRE O PAPEL DA MÍDIA

Espetáculo do “bem” e do “mal”
"A mídia, por sua vez, acredita dar conta de seu papel social entrevistando mães que vivem com numerosos filhos, mulheres que esperam há anos pela adoção e outras que se sujeitaram aos processos dolorosos da fertilização assistida para tentar ter essa experiência, dita, incomparável. Em contraste com as atitudes de abandono, essas experiências reforçam o estigma que recai sobre a mãe quase assassina, “abandonante”, que contraria as “leis naturais”, cuja  “monstruosidade” não merece compreensão.
Não há entrevistas com as mães que não permanecem com os filhos; ninguém pergunta a elas o que as leva a tomar tal decisão. A respeito das que abandonam os filhos, ou mesmo daquelas que, embora com muita dor, entregam-nos em adoção, constroem-se hipóteses, especula-se, critica-se, julga-se e condena-se, mas poucos querem se aproximar, ouvir e, efetivamente, saber.
Poucos querem penetrar no mundo sombrio dessas almas para desvendar seus segredos, apurar suas dores e compreender seu desespero, sua loucura e até mesmo sua “maldade”.

SOBRE A AUSÊNCIA DE POLÍTICAS PUBLICAS

"Bebês continuam nascendo, mães continuam com a mesma dificuldade de permanecer com eles. Nada mudou. Não se criaram políticas públicas de atendimento, a população não teve sua compreensão do fato ampliada, a mídia pouco se esclareceu e a rede paralela continua forte e firme colocando bebês em famílias que os esperam ansiosamente sem que ninguém se indigne, se contorça ou diga uma palavra para reclamar, denunciar. Julga-se, critica-se a mulher que pare, mas que não pode, e talvez não deva mesmo, permanecer com o filho que deu à luz.
As mulheres continuam sem saber o que fazer com os filhos indesejados. Os pretendentes a pais continuam ansiando pelo recém-nascido que imaginam lindo, sem marcas, sem história, a quem poderão criar à sua imagem e semelhança e cujo passado é, de preferência, “apagado”.


UMA PROPOSTA
"Nós, que nos chocamos com a irresponsabilidade das mães que abandonam os filhos, precisamos assumir a responsabilidade pela situação de abandono dessas mulheres numa realidade social da qual fazemos parte. E as nossas ações serão mais bem-sucedidas se, além disso, tivermos a coragem de assumir nosso desconforto ao lidar com situações que expõem velhos mitos a recobrir nossas próprias imperfeições como mães e pais meramente humanos, cujo amor nem sempre  é tão “natural”, automático, infinito ou incondicional.
Nossa proposta é a de que conheçamos minimamente essas mães para que a mentalidade em relação a elas possa mudar e, assim, iniciativas necessárias e urgentes possam se multiplicar e transformar a sociedade, tornando-a efetivamente mais justa e acolhedora."

Maria Antonieta Pisano Motta é Psicóloga e psicanalista, autora do livro Mães Abandonadas: a entrega de um filho em adoção (Cortez, 2008)

Leia reportagem completa AQUI