quinta-feira, 24 de novembro de 2011

NOTA DE REPÚDIO DO CENTRO DE DEFESA E CONVIVÊNCIA DA MULHER “VIVIANE DOS SANTOS


NOTA DE REPÚDIO DO CENTRO DE DEFESA E CONVIVÊNCIA DA MULHER
“VIVIANE DOS SANTOS”

Na semana do dia 25 de novembro: Dia Internacional de combate à violência contra a mulher, a Casa Viviane dos Santos repudia as mortes de mulheres ocorridas no Jd. Bandeirantes durante este ano de 2011.

Os fatos ocorridos no Lajeado, distrito da Zone Leste de São Paulo, local de abrangência de atendimento deste serviço refletem a situação alarmante das mulheres mortas pelo machismo. Frente a todas as mortes de mulheres executadas por pessoas íntimas, a Casa Viviane vem a público repudiar a torpe e sórdida prática de um tipo específico de assassinato: aquele decorrente das situações de violência doméstica e intrafamiliar, tipificadas pela Lei Maria da Penha (11.340/06).

O Jd. Bandeirante teve no último final de semana uma mulher morta a tiros pelo ex-companheiro, que não aceitou a separação. Ela estava grávida dele e foi assassinada em um comercio da comunidade onde morava.

Há cerca de quatro meses outra morte abalou a comunidade: uma menina de 14 anos foi esfaqueada pelo marido de sua tia. Ambas as causas de morte seguem sob investigação.
Basta de Violência Contra a Mulher! Basta de Assassinatos! É uma vergonha a estatística brasileira de que a cada 20 segundos uma mulher é agredida!
O lar acaba sendo o ambiente mais inseguro para as mulheres.

Desta forma, estamos repudiando os casos de violência doméstica ocorrida diariamente nos lares desta região e conclamamos a todas as pessoas, mulheres e homens, sociedade civil e governamental, a enfrentarmos juntos este problema buscando ações de transformação desta cruel realidade.

A erradicação da violência doméstica contra mulheres dependerá do comprometimento de toda a sociedade. Dependerá também do esforço das mulheres em não se calarem frente a situações de violência.

Dependerá ainda de iniciativas de políticas públicas que visem o combate a qualquer tipo de violência contra a mulher. Solicitamos aos órgãos públicos que tomem as medidas cabíveis de investigação e prisão dos assassinos.

Neste momento de dor, queremos oferecer nosso apoio e solidariedade aos familiares das vítimas  e contamos com participação dos tod@s no enfrentamento e combate da violência contra a mulher.

Campanha vai chamar a atenção da sociedade para a violência contra a mulher

Da Agência Brasil
 Em comemoração aos 30 anos do Dia Internacional de Luta pela Não Violência contra Mulheres, a Rede de Desenvolvimento Humano e o Instituto Magna Mater lançam a campanha Quem Ama, Abraça – Pelo Fim da Violência Contra as Mulheres, com eventos hoje (23) e sexta-feira (25), no Espaço Cultural do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (Cedim) e no Largo da Carioca, no centro do Rio.
A campanha tem como principal objetivo chamar a atenção da população para os dados alarmantes, extraídos do Mapa da Violência 2011, do Ministério da Justiça, e da pesquisa feita pela Fundação Perseu Abramo em parceria com o Serviço Social do Comércio (Sesc).
A pesquisa constatou que 30% das mulheres brasileiras já sofreram algum tipo de violência doméstica; que a cada duas horas, uma mulher é assassinada no Brasil; que seis em cada dez brasileiros conhecem alguma mulher que foi vítima de violência doméstica; e que a cada dois minutos, cinco mulheres são violentamente agredidas no país.
“Tivemos a preocupação de fazer uma campanha que dialogasse com a sociedade. O que queremos muito é atrair a sociedade, as pessoas, homens e mulheres, para que a gente possa fazer um mutirão. Criar uma grande onda de abraços pelo fim da violência contra as mulheres. Infelizmente, os dados que temos até hoje são assustadores”, ressaltou a coordenadora executiva da Rede de Desenvolvimento Humano (Redeh), Schuma Schumaher.
Segundo a coordenadora, existem leis que garantem proteção para a mulher que denuncia seu agressor, e é importante denunciar os agressores. Para ela, o movimento busca assegurar os direitos das mulheres e é preciso encontrar meios para que os índices de violência sejam menores na sociedade.
Desde o dia 16 de novembro, sete estatuetas de mulheres estão espalhadas em pontos de grande movimento da cidade. A intervenção faz parte da ação Mulheres pela Cidade, que se propõe, por meio de representação simbólica de estatuetas de madeiras, a mostrar às autoridades e à opinião pública como as mulheres são tratadas.
De sexta-feira (25) ao dia 10 de dezembro, a campanha Quem Ama, Abraça estará na TV, no metrô e nas ruas de importantes cidades brasileiras. A campanha conta ainda com veiculação nacional de um videoclipe gravado por grandes nomes da música brasileira, a ser lançado no portal www.quemamaabraca.org.br, além de intervenções urbanas .
Esta é a primeira vez que o movimento se apresenta no Brasil. Além do Rio, foram colocadas estatuetas nas cidades de Porto Alegre, Vitória, Natal e Belém.



Edição: Graça Adjuto
Fonte :
Campanha vai chamar a atenção da sociedade para a violência contra a mulher

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O CUSTO ECONÔMICO DA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA


Segundo dados do Banco Mundial e do Banco Interamericano de Desenvolvimento:

· Um em cada 5 dias de falta ao trabalho no mundo é causado pela violência sofrida pelas mulheres dentro de suas casas.
· A cada 5 anos, a mulher perde 1 ano de vida saudável se ela sofre violência doméstica.
· O estupro e a violência doméstica são causas importantes de incapacidade e morte de mulheres em idade produtiva.
· Na América Latina e Caribe, a violência doméstica atinge entre 25% a 50% das mulheres.
· Uma mulher que sofre violência doméstica geralmente ganha menos do que aquela que não vive em situação de violência.
· No Canadá, um estudo estimou que os custos da violência contra as mulheres superam 1 bilhão de dólares canadenses por ano em serviços, incluindo polícia, sistema de justiça criminal, aconselhamento e capacitação.
· Nos Estados Unidos, um levantamento estimou o custo com a violência contra as mulheres entre US$ 5 bilhões e US$ 10 bilhões ao ano.
· Segundo o Banco Mundial, nos países em desenvolvimento, estima-se que entre 5% a 16% de anos de vida saudável são perdidos pelas mulheres em idade reprodutiva como resultado da violência doméstica.
· Um estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento estimou que o custo total da violência doméstica oscila entre 1,6% e 2% do PIB de um país.

Fonte: Marcha das Vadias Belem 

cinco dias de ativismo online pelo fim da violência contra a mulher

Dia 25 de novembro é o Dia Internacional pela Eliminação da Violência Contra as Mulheres. Para marcar a data, um grupo de feministas blogueiras-tuiteiras-interneteiras, inspiradas nos 16 dias de ativismo, propõe fazermos de novo cinco dias de ativismo online pelo fim da violência contra a mulher, de 21 a 25 de novembro. Durante os cinco dias pautaremos nossos blogues e perfis nas redes sociais com denúncias de casos de violência contra mulher, depoimentos, formas de prevenção e combate à violência de gênero, indicaremos o uso do 180 (Central de Atendimento à Mulher) e divulgaremos os artigos da Lei Maria da Penha. Indicamos o uso da cor lilás e da temática feminista nos BGs no tuíter (imagem de fundo do perfil), avatares (foto de identificação nas redes sociais da web) e o uso do banner da campanha para identificar os blogues participantes. Tentaremos pautar os veículos de comunicação de massa e as parlamentares das bancadas feministas para que intervenham nos plenários lembrando o 25 de novembro. Essa campanha foi pensada e construída sob a ótica feminista da colaboração, da construção solidária e coletiva. Não há donas(os) e sim colaboradoras(es) e participantes. Junte-se a nós contribuindo com o tempo e a ferramenta que dispuser. Uma vida sem violência é direito de todas as mulheres. Lutamos contra todas formas de opressão e violência e acreditamos que qualquer iniciativa, por menor que pareça, ajuda a construir a cultura de paz que tanto necessitamos. Outras sugestões são bem-vindas. Os cinco dias de ativismo online pelo fim da violência contra mulher antecede a campanha mundial dos 16 dias de ativismo pelo fim da violência contra as mulheres, que inicia no 25 de novembro e vai até 10 de dezembro (Dia Internacional dos Direitos Humanos).

Combate ao racismo e ao sexismo destaque na Code

Gênero e raça estarão em destaque, a partir de Hoje  (23/11), na 2ª Conferência do Desenvolvimento



Em arena de debates organizada pelo IPEA, ONU Mulheres, SPM e Seppir,  temática é elevada aos grandes temas   a serem considerados no desenvolvimento do País. De 23 a 25 de novembro, especialistas vão analisar políticas públicas, oportunidades e desafios para a superação das desigualdades raciais e de gênero
 Alçado entre os grandes temas destacados pela 2ª Conferência do Desenvolvimento - Code, o combate ao racismo e ao sexismo será discutido na perspectiva dos indicadores socioeconômicos, que registram as desigualdades de gênero e raça, a partir da próxima quarta-feira (23/11), em Brasília. Com extensa programação, o Espaço Gênero e Raça vai concentrar os debates sobre a análise das políticas públicas, oportunidades e desafios para a superação das desigualdades.

Terá, ainda, lançamento da pesquisa “Participação das mulheres no processo eleitoral de 2010”, lançamento de dois livros “Redistribuição, reconhecimento e representação: diálogos sobre a igualdade de gênero” e “Tensões e experiências: um retrato das trabalhadoras domésticas de Brasília e Salvador” e mostra fotográfica sobre mulheres negras, jovens, do campo e da cidade.
A programação será inaugurada, às 14h30 do dia 23 de novembro, com a apresentação da 4ª edição do Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça, elaborado pelo IPEA, ONU Mulheres, Secretaria de Políticas para as Mulheres e Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial. A análise coloca em evidência 12 áreas temáticas: demografia, chefia de família, educação, saúde, previdência e assistência social, trabalho, trabalho doméstico, habitação e saneamento, acesso a bens duráveis e exclusão digital, pobreza e desigualdade de renda, uso do tempo e vitimização.

Das 16h30 às 18h30 serão iniciados os debates sobre os blocos temáticos do estudo. O primeiro deles “Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça: bloco temático saúde e educação” terá as participações de Emanuelle Goés (UFBA), Edilza Sotero (USP), Edilza Lobo (IPEA) e Fernanda Lopes (UNFPA) acerca dos processos de geração e perpetuação das diferenças e das desigualdades de mulheres e homens, brancos/as e negros/as.

Na quinta-feira (24/11), as reflexões recomeçam, às 8h30, na mesa “Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça: bloco temático vitimização”, composta por Carla Andrade (IPEA), Jackeline Romio (Unicamp) e Ana Sabóia (IBGE) sobre a compreensão de fenômenos como a violência de gênero e contra a juventude negra. A partir das 10h30, terá início o painel “Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça: bloco temático renda, pobreza e desigualdade” será desenvolvido por Tatiana Silva (IPEA), tendo como debatedora a especialista em saúde pública Maria Inês Barbosa e foco nas dimensões de pobreza e desigualdade de renda frente às estratégias recentes do governo federal de enfrentamento à extrema pobreza.

Ainda na quinta-feira (24/11), haverá a mesa “Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça: bloco temático uso do tempo”, das 14h30 às 16h30, com exposição de Cristiana Luiz (UNB) e Márcia Leporace (SPM) e debate de Vera Soares (Ministério da Ciência e Tecnologia) acerca da desigual distribuição do tempo entre trabalho doméstico não remunerado e mercado de trabalho, responsabilização feminina pelas atividades de cuidados e impacto nos diferentes grupos de mulheres. A roda do dia se encerrará no painel “Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça: bloco temático habitação, saneamento, acesso a bens duráveis e exclusão digital”. O tema será apresentado, das 16h30 às 18h30, por Pensilvânia Neves (Unifacs/BA) e Layla Carvalho (UNB), tendo como debatedora Ana Izabel (UFRJ).

Participação política, mídia e trabalho doméstico
Os resultados da pesquisa “Participação das mulheres no processo eleitoral de 2010” serão apresentados, das 8h30 às 12h30, na mesa “Representação política, gênero e desenvolvimento”, composta por José Eustáquio Alves (IBGE), Marlise Matos (UFMG) e Jacira Melo (Instituto Patrícia Galvão), com moderação de Nina Madsen (SPM). O estudo foi financiado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres e realizado pelo Consórcio Bertha Lutz, integrado por pesquisadores de núcleos de pesquisas de universidades e organizações sociais. A pesquisa se desenvolveu por meios de três eixos: comportamento, tendências e percepções do eleitorado brasileiro, monitoramento das campanhas e candidaturas, e monitoramento da mídia jornalística.
Outro lançamento vai atrair as atenções no período da tarde, das 14h30 às 16h30, quando da apresentação do livro “Redistribuição, reconhecimento e representação: diálogos sobre a igualdade de gênero”, que concentra os debates realizados ao longo de dois anos no IPEA acerca da saúde, trabalho, violência e participação política sob a perspectiva de gênero e da igualdade entre homens e mulheres. O ato terá as exposições de Maria Aparecida Abreu (IPEA) sobre debate feminista e políticas sociais, Flávia Biroli (UNB) acerca de mulheres, mídia e política e Jacqueline Brigagão (USP) sobre mulheres, direitos sexuais, reprodutivos e políticas de saúde.

O último painel “Retrato da Desigualdade de Gênero e Raça: bloco temático trabalho e trabalho doméstico” e lançamento do livro “Tensões e experiências: um retrato das trabalhadoras domésticas de Brasília e Salvador”, de autoria do CFEMA, ONU Mulheres, OIT e IPEA completam a rodada de grandes temas de pesquisa e reflexão sobre políticas públicas e impactos nas populações de mulheres e homens, negros e brancos. A mesa será integrada por Joaze Bernardino-Costa (UNB) e Mônica Oliveira (Seppir), tendo como debatedora Betânia Ávila (SOS Corpo).

Arte para os olhos e a alma
O pulsante ativismo e a mobilização de mulheres negras, jovens, do campo e da cidade estão documentados pelas lentes de um grupo de fotógrafas e fotógrafos. Durante a 2ª Code, o público vai poder conferir as três exposições. “Vozes-Mulheres” sai do livro-fotografia 2011 – Ano Internacional das e dos Afrodescendentes, produzido pela ONU Mulheres com poema de Conceição Evaristo e produção fotográfica e estética de Januário Garcia e Luiz Gá, respectivamente, para o formato mostra de fotografia.
As fotógrafas Alexandra Costa, Elaine Campos, Julia Zamboni e Rayane Noronha retratam um movimento do qual fazem parte como jovens mulheres feministas na exposição “Mulheres em Marcha”. Enquanto “Retrato das Mulheres Brasileiras e Margaridas”, de Sydnei Murrieta, mergulha na diversidade feminina. O grupo de fotógrafas e fotógrafos participará na sexta-feira (25/11), às 16h30, de uma roda de conversa sobre suas produções no Espaço Latinidades.
2ª Conferência Nacional do Desenvolvimento – Code
Data:
23 a 25/11/2011
Horário: das 8h30 às 21h
Local: Parque de Exposições (Parque da Cidade) – Brasília/DF
Informações: www.ipea.gov.br/code
Fonte : UNIFEM

A bancada feminina na Câmara dos Deputados e a campanha '16 Dias de Ativismo contra a Violência de Gênero'

A bancada feminina na Câmara dos Deputados se integra a campanha "16 Dias de Ativismo contra a Violência de Gênero", realizando atividades a partir desta terça-feira (22) até 13 de dezembro. A programação terá palestras, pronunciamentos em plenário e lançamento de livro na Câmara dos Deputados. O Dia Internacional da Não-Violência Contra s Mulheres é comemorado no dia 25 de novembro.
A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) considera importante que o Brasil se integre cada vez mais aos movimentos sociais contra a violência. "É inadmissível que em pleno século 21 ainda tenhamos que conviver com essa barbárie contra as mulheres", disse ela, lembrando que, em nosso país, as estatísticas ainda são assustadoras.
Com o lema "Da paz no lar até a paz no mundo: desafiemos o militarismo e acabemos com a violência contra as mulheres", a campanha internacional prevê a adesão de milhares de organizações femininas de todo o mundo.
O foco contra o militarismo se baseia em estudos internacionais, que apontam que as mulheres têm até três vezes mais probabilidade de morrer violentamente se houver uma arma em casa.
No Brasil, o militarismo funciona em práticas masculinas violentas agindo contra a segurança e a proteção das mulheres. A presença de armas de fogo nos lares brasileiros, a inabilidade no uso e a sua utilização como instrumento de ameaça em conflitos domésticos e de bairro causam tragédias que também atingem as mulheres e crianças.
Em todo o mundo, o militarismo é entendido, pelo movimento em defesa das mulheres, não somente como aquele que parte da ação de Estados agressores, como os Estados Unidos e Israel contra os povos, mas também como uma ideologia que cria uma cultura de medo e apoia o uso da violência, agressão ou intervenções militares para a resolução de litígios e a imposição de interesses econômicos e políticos, a exemplo do que aconteceu recentemente na Líbia.

"Palavra de Mulher"
A primeira atividade prevista na programação é o lançamento, nesta terça-feira, da coletânea Palavra de Mulher – Oito Décadas do Direito de Voto, livro que registra, pela primeira vez, como foi (desde 1934) e como é a participação feminina no Parlamento brasileiro. A obra contextualiza os discursos das parlamentares com os fatos políticos vividos pelo país – como a ditadura militar, a redemocratização e a Constituinte de 1988 – e narra a participação dessas mulheres na construção da atual sociedade brasileira.
O projeto foi proposto pela coordenadora da Bancada Feminina na Câmara, deputada Janete Pietá (PT-SP), que no início deste ano teve dificuldade em obter dados consolidados sobre a atuação das mulheres no Parlamento brasileiro, ao se preparar para uma palestra no parlamento do Uruguai. A tarefa de organizar a pesquisa coube à consultora legislativa Débora Bithiah de Azevedo, mestre em História pela Universidade de Brasília (UnB).
Também está programada para esta terça-feira a apresentação dos projetos da Procuradoria Especial da Mulher, que promove mutirão para acelerar a aplicação da Lei Maria da Penha com a instalação de Varas Especiais contra a Violência nos estados. O projeto consiste em viagens aos estados para esclarecimento e cobrança da aplicação da lei. E informará também sobre convênio com o Banco Mundial, sob a gestão da Câmara dos Deputados, que disponibiliza US$300 mil para programas de empoderamento feminino.
Programação
A programação prevê que até a próxima sexta-feira (25) - Dia Internacional da Não-Violência Contra às Mulheres – as parlamentares ocupem a tribuna do Parlamento para denunciar a violência.
No dia 29, está prevista a palestra sobre "O Brasil como signatário de tratados internacionais de defesa e proteção das mulheres", com a participação da embaixadora Gláucia Gauche da coordenadora da ONU Mulher, Rebeca Reichhmann Tavares.
No dia 1º de dezembro, será realizada a Campanha do Laço Branco e Dia Internacional de Luta Contra a Aids; no dia 6, haverá palestra sobre "A questão étnica no Ano Internacional do Afrodescendente", com a ministra da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), ministra Luiza Bairros e, no dia 10, encerrando os 16 Dias de Ativismo, será comemorado o Dia Internacional dos Direitos Humanos.
No dia 12 de dezembro, acontece a abertura da 3ª Conferência Nacional das Mulheres, no Centro de Convenções de Brasília. Durante três dias, as mulheres vão discutir e elaborar propostas de políticas que contemplem a construção da igualdade de gênero, na perspectiva do fortalecimento da autonomia econômica, social, cultural e política das mulheres, e contribuam para a erradicação da pobreza extrema e para o exercício pleno da cidadania.
De Brasília
Márcia Xavier

Fonte: Portal Geledés - A bancada feminina na Câmara dos Deputados se integra a campanha '16 Dias de Ativismo contra a Violência de Gênero'

21ª Campanha Internacional: 16 Dias de Ativismo Contra a Violência de Gênero — Observatório Brasil da Igualdade de Gênero

A campanha está sendo organizada em diversos países dos dias 25 .11.2011 a 10.12.2011

Escolhida para ter início e fim em dois dias emblemáticos, começando no Dia Internacional de Ação Não Mais Violência contra as Mulheres (25 de novembro) e terminando no Dia Internacional dos Direitos Humanos (10 de dezembro), a 21ª Campanha Internacional 16 Dias de Ativismo Contra a Violência de Gênero apresenta como tema, neste ano, a questão do militarismo e seus impactos na vida das mulheres, e busca o fim da violência estatal.

O lema da campanha deste ano será “Da paz no lar, até a paz no mundo: Desafiemos o militarismo e acabemos com a violência das mulheres”. Três dimensões da violência estatal contra as mulheres serão abordadas: a violência sexual que freqüentemente ocorre durante e depois dos conflitos; a violência sexual e a violência com base no gênero perpretada por agentes do Estado, mais especificamente pela polícia e pelas forças armadas; e a violência política contra as mulheres, que pode ocorrer antes, durante e após as eleições.

Interessados em organizar atividades no marco da campanha podem entrar em contato com a Associação Mundial de Rádios Comunitárias (Amarc), através do email secretariat@si.amarc.org

Para explorar algumas das estruturas sociais mais profundas que promovem e perpetuam a violência contra mulheres e meninas, no ano passado, o Centro para a Liderança Global das Mulheres (CWGL) lançou um tema de campanha de vários anos sobre as intersecções entre o militarismo e a violência contra as mulheres. Embora existam muitas maneiras diferentes para definir o militarismo, a definição com a qual trabalhamos caracteriza o militarismo como uma ideologia que cria uma cultura de medo e apóia o uso de violência, agressão ou intervenções militares para a resolução de litígios e a imposição de interesses econômicos e políticos. O militarismo também privilegia certas formas de masculinidade violenta, que muitas vezes tem consequências graves para a verdadeira segurança e proteção das mulheres, dos homens que não se conformam com esses papéis, e da sociedade como um todo. Eventos mundiais atuais - incluindo intervenções militares, feminicídios, ataques a civis que participam de mudanças políticas, conflitos em curso, etc - exemplificam as varias formas em que o militarismo influencia como vemos os nossos vizinhos, nossas famílias, nossa vida pública, e outras pessoas no mundo .
Ao longo do ano passado, o CWGL ouviu relatos de como este tema ecoa junto a vari(a)os ativistas. Uma ativista de Moçambique manifestou a sua preocupação de que não poderia haver "Paz na Terra enquanto houver Guerra no Lar". Seus comentários ficaram conosco, e esperamos que o tema deste ano descreva a complexa relação entre paz, lar, e mundo, e reconheça os muitos outros espaços onde o militarismo influencia as nossas vidas. Portanto, o tema slogan de 2011 será: 
Da Paz no Lar à Paz no Mundo:Vamos Desafiar o Militarismo e Acabar com a Violência Contra as Mulheres!
Com base nas informações obtidas d(a)os participantes durante a campanha de 2010, este ano, a Campanha 16Dias irá aprofundar, ainda mais, cinco questões que foram identificadas como prioridades para aqueles que trabalham nas interseções da violência contra as mulheres e o militarismo:
1. Juntando mulheres, paz e movimentos pelos direitos humanos para desafiar o militarismo: durante décadas, os movimentos de mulheres, movimentos pelos direitos humanos e movimentos pela paz têm defendido o uso de estratégias pacíficas para acabar com os conflitos e a violência, e para conquistar os direitos das mulheres. Estes movimentos desafiam as estruturas sociais que permitem que a violência e a discriminação continuem. Embora possamos ter abordagens diferentes para a construção de um mundo mais justo, a defesa de todas essas áreas esta intrinsecamente ligada ao enfrentamento do militarismo e à proposta de uma alternativa feminista. A sociedade civil desempenha um papel crucial na promoção da compreensão mais ampla de segurança que enfatiza a paz e o cumprimento dos direitos humanos como uma forma de alcançar a segurança efetiva para todos. Existem muitas ferramentas e mecanismos internacionais que podem nos ajudar a cobrar dos nossos governos a responsabilidade de proteger e respeitar os direitos (por exemplo, a Plataforma de Ação de Pequim, CEDAW, a lei humanitária internacional, o Conselho de Direitos Humanos, as Resoluções 1325, 1820, 1888, 1889, 1960 do Conselho de Segurança sobre Mulheres, Paz e Segurança, e muito mais). Essas abordagens e ferramentas fornecem pontos de pauta para que os movimentos sociais reposicionem a segurança como uma questão de direitos humanos ao invés de uma questão militar.

2. Proliferação de armas pequenas e seu papel na violência doméstica: a violência doméstica é uma realidade em todos os países do mundo. Essa violência se torna ainda mais perigosa quando as armas estão presentes nos lares e podem ser usadas para ameaçar, ferir, ou matar mulheres e crianças. De acordo com a Rede de Mulheres da Rede de Ação Internacional sobre Armas Pequenas (IANSA), as mulheres têm três vezes mais probabilidade de morrer violentamente, se houver uma arma na casa. Armas pequenas também são uma das principais causas de mortes de civis em conflitos modernos. Não apenas as armas pequenas facilitam a violência contra as mulheres, mas devido à sua associação com a masculinidade violenta, muitas vezes eles perpetuam a violência em si. Independentemente do contexto - o conflito ou a paz - ou imediata causa da violência, a presença de armas tem, invariavelmente, o mesmo efeito: mais armas significam mais perigo para as mulheres. Consequentemente, este ano vamos também olhar para a venda, comércio, proliferação e mau uso de armas pequenas.
3. Violência sexual durante e após o conflito: o estupro é muitas vezes usado como uma tática de guerra para instigar o medo e humilhar ou punir as mulheres e suas comunidades. A violência sexual em situações de conflito e pós-conflito é usada para reforçar as hierarquias políticas e de gênero. Embora mais atenção tenha sido dada a este tipo de crime nos últimos anos, a violência sexual continua a ser um impedimento importante para a segurança e reintegração das mulheres, na medida em que os seus efeitos são fisicamente, psicologicamente e socialmente devastadores.
4. Violência política contra as mulheres, incluindo pré/durante / e pós violência eleitoral: o uso da violência para alcançar objetivos políticos específicos tem implicações de gênero. Da violência eleitoral que atinge as mulheres vitimas de violência sexual até o assédio ou "isca sexual" de manifestantes mulheres e candidatas a cargos eletivos, a misoginia descarada em espaços públicos e políticos resulta em violações dos direitos humanos das mulheres. Mesmo quando as mulheres desempenham um papel crucial nas revoluções pacíficas, elas podem ser excluídas dos papeis políticos no novo governo. Os governos, que usam a força contra os seus próprios civis suspendem o estado de Direito por um período de "emergência", ou usam leis antiterrorismo" para reprimir movimentos pródemocracia, ou para calar os defensores dos direitos humanos, também lançam mão de ideologias militaristas que tentam disfarçar a violência como medidas de "segurança".
5. Violência sexual e de gênero cometidos por agentes do Estado, especialmente pela polícia ou por militares: mesmo em lugares onde não há conflito reconhecido, a violência militarizada contra civis por pessoas uniformizado ocorre. O militarismo tende a privilegiar uma forma particular de masculinidade agressiva, e a violência sexual é uma ferramenta que pode ser usada para afirmar o poder sobre os outros. Indivíduos em posições de autoridade chegam a acreditar que podem cometer crimes impunemente, e isso é exemplificado pelos altos índices de violência sexual dentro das Forças Armadas, as ameaças feitas pela polícia a mulheres que relatam casos de violência ou agressão, as violações cometidas por forças de manutenção da paz, e a violência contra as mulheres que vivem e trabalham em torno de bases militares.
Ao longo dos próximos anos, o CWGL vai trabalhar para apoiar o desenvolvimento de uma resposta crítica, coordenada, global e feminista ao militarismo e à violência que este perpetua. A campanha de 2011 é uma oportunidade de reflexão e diálogos sobre o que o movimento mundial dos direitos das mulheres pode fazer para desafiar as estruturas que permitem que a violência contra as mulheres continue em todos os níveis, do local ao global. É também um momento crucial para atingir e envolver mais homens, meninos, líderes tradicionais e religiosos, e outros parceiros fundamentais neste trabalho de construção de um mundo mais justo e pacífico. Enquanto o militarismo é muitas vezes discutido em termos de situações de conflito, o tema desta campanha busca ampliar a nossa compreensão de como o militarismo influencia de muitas maneiras a nossa vida diária. Um aspecto crucial da Campanha 16 Dias envolve ouvir as histórias das mulheres no mundo todo e prestar solidariedade umas(uns) às outra(o)s, mas também enfatiza a importância de se trabalhar localmente para transformar as mentalidades violentas ou militaristas. Focalizando em como a "paz no lar" se estende para fora e se relaciona com "a paz no mundo", vemos como os valores da nãoviolência podem influenciar as atitudes de amigos, famílias, comunidades, governos e outros atores.
Como sempre, o CWGL incentiva a(o)s ativistas a utilizarem a Campanha dos 16 Dias para concentrarse nas questões que são mais relevantes ao seu contexto local. Ao mesmo tempo, esperamos também que você encontre maneiras de se conectar com o tema internacional e trabalhe em solidariedade com outra(o)s ativistas ao redor do mundo. Nos próximos meses, o CWGL estará produzindo materiais adicionais de campanha e boletins informativos para continuar a aprofundar as cinco questões acima mencionadas. Estamos ansiosas para trabalhar com você no desenvolvimento da campanha de 2011!
Kit de Material de Ação 2011
O CWGL está desenvolvendo boletins informativos e outros materiais de campanha, incluindo sugestões para o planejamento de suas atividades de campanha. Estes recursos devem ser publicados no site da Campanha 16 Dias até setembro. Você também pode escrever para o coordenador da campanha 16 Dias (16days@cwgl.rutgers.edu) para solicitar cópia desses materiais. Como sempre, as informações e os recursos sobre as diversas áreas temáticas relacionadas à violência contra as mulheres estarão disponíveis no site dos 16 Dias para os participantes com foco em outros temas.
Como Ficar Ligada(a)
• Saiba mais sobre a campanha em nosso site: http://16dayscwgl.rutgers.edu/
• Confira as fotos no Flickr e mande-nos as suas por e-mail para inclusão: http://www.flickr.com/photos/16dayscampaign
• Receba atualizações por e-mail aderindo à lista 16 Dias: https://email.rutgers.edu/mailman/listinfo/16days_discussion
• À medida em que novembro se aproxima, lembre-se de submeter os seus planos para o Calendário Internacional de Atividades on-line. O formulário estará disponível a partir de inicio de setembro no nosso site. Para ver o calendário do ano passado: http://16dayscwgl.rutgers.edu/campaign-calendar
• Torne-se um fã no Facebook (Procure o "The Official 16 Days of Activism Against Gender Violence Campaign")
• Mande-nos um e-mail a qualquer momento! 16days@cwgl.rutgers.edu
Os 16 Dias de Ativismo Contra a Violência de Gênero é uma campanha internacional, originária do primeiro Instituto de Liderança Global das Mulheres patrocinado pelo Centro para Liderança Global das Mulheres (CWGL) da Universidade Rutgers em 1991. As participantes escolheram a data 25 novembro, Dia Internacional de Combate à Violência Contra as Mulheres, e 10 de dezembro, Dia Internacional dos Direitos Humanos, com o objetivo de vincular simbolicamente a violência contra as mulheres com os direitos humanos e para enfatizar que essa violência é uma violação dos direitos humanos.
Traduzido por Patricia Mourão – Instituto Magna Mater


Fonte: 21ª Campanha Internacional: 16 Dias de Ativismo Contra a Violência de Gênero — Observatório Brasil da Igualdade de Gênero